Segundo especialista, a tendência é que o déficit anual da balança, de US$ 2,305 bi, continue caindo
A queda nas importações e o aumento dos embarques de soja, com pico em maio, contribuíram para o superávit da balança comercial no mês passado. De acordo com avaliação do diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Herlon Brandão, a tendência é que o déficit anual da balança, de US$ 2,305 bilhões, continue caindo. Em maio, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,761 bilhões. Segundo ele, um mês tradicionalmente superavitário, em função dos embarques de soja. No entanto, ressalta, o resultado de maio de 2015 é destaque por ter sido o maior desde o início do ano e o melhor para meses de maio desde 2012. Herlon Brandão informou ainda que o número é também o melhor resultado para todos os meses da série histórica da balança desde agosto de 2012.
“A balança comercial deve continuar reduzindo o déficit, mas, para ficar no azul, temos que aguardar para ver”, lembrando que em junho os embarques de soja tendem a ser menores do que em maio e que o grão enfrenta desvalorização no mercado externo.
Brandão associou o fenômeno de queda das importações à redução da atividade econômica e ao dólar mais alto. Destacando ainda a alta registrada nas exportações e queda nas importações de petróleo.
Mesmo com a balança devendo parte do resultado positivo à queda na atividade econômica, Brandão destacou que a redução no déficit deve ser encarada como positiva. “A redução do déficit contribui positivamente para a variação do PIB”, finalizou.
Fonte: Guia Marítimo