Banner página

Notícias

Notícias

Previsão da AEB é de queda nas importações e exportações em 2015

Para presidente da associação, as perspectivas do comércio exterior brasileiro para 2016 não trazem esperança de elevação das exportações

A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) divulgou ontem, quinta-feira (16), a revisão da Balança Comercial para 2015. Separada por ator agregado na exportação e por categoria de uso na importação, detalhando seus principais produtos, a associação prevê que a exportação atinja o valor de US$ 191,331 bi, uma queda de 15,0% em relação aos US$ 225,101 bi efetivados em 2014. No lado das importações, a AEB também prevê queda, de 20,0%, totalizando US$ 183,267 bi.

A previsão é de um superávit de US$ 8,064 bi, comparativamente ao déficit de US$ 3,959 bi gerados em 2014.

Na avaliação de José Augusto de Castro, presidente da AEB, diante dos atuais cenários econômicos interno e externo, as perspectivas do comércio exterior brasileiro para 2016 não trazem esperança de elevação das exportações. “Decorrente de decisões tomadas pelo Brasil, continuando dependente de fatores externos positivos fora de nosso controle. O mesmo princípio aplica-se às importações, que dependem de improvável crescimento consistente do PIB”, disse.

Vale ressaltar que a última previsão da associação para 2015, divulgada em 17 de dezembro de 2014, previa para a exportação US$ 215,360 bi, para a importação US$ 207,220 bi, com superávit de US$ 8,140 bi. Apesar da semelhança de superávit, os dados atuais mostram forte desaceleração dos fatores da corrente de comércio. Segundo a associação, superávit de US$8,064 bi projetado para 2015 é considerado “superávit negativo”, pois decorre de queda da importação maior que da exportação, e não gerado pela elevação das exportações. O ano de 2015 será o quinto consecutivo de queda das exportações, que passaram de US$256,039 bilhões em 2011 para os projetados US$191,331 bilhões em 2015.

Ainda segundo Castro o ano de 2015 não apresenta muitas chances de mudança. “Infelizmente, o ano de 2015 no comércio exterior brasileiro já está precificado e não apresenta condições, tanto econômicas como de tempo, para mudar o atual curso de desaquecimento interno e baixo crescimento mundial”, finaliza.

Fonte: Guia Marítimo