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Práticos garantem a segurança no tráfego marítimo

A Praticagem de São Paulo possui atualmente 60 práticos

Auxiliar manobras e prestar assessoria aos comandantes dos navios para que as atracações e desatracações aconteçam de modo mais seguro nos complexos portuários. Estes serviços são de responsabilidade dos práticos, profissionais habilitados para apoiar a atividade de navegação e que reduzem as possibilidades de acidentes no tráfego marítimo.

Este é um serviço realizado no mundo todo e, segundo a associação internacional da categoria (International Group of P&I Clubs, em inglês), o índice de acidentes com práticos a bordo no Brasil é de apenas 0,002%. A Praticagem de São Paulo, responsável pela organização do serviço nos portos de Santos e São Sebastião, possui atualmente 60 práticos.

O serviço é realizado 24 horas por dia. Para solicitá-lo, os armadores devem enviar uma requisição para a Praticagem com apenas uma hora de antecedência. O profissional conta com uma estrutura em terra para aprimorar as manobras, sempre acompanhadas em tempo real pelo Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego (C3OT), que monitora todo o canal navegável, fornecendo dados precisos sobre meteorologia, marés e outras condições do mar.

Lanchas mantidas pela Praticagem conduzem os práticos aos navios que vão entrar ou sair do Porto. A operação dura, em média, duas horas.

A atividade é considerada de risco, pois qualquer erro durante a manobra pode causar danos às embarcações. Terminais portuários e equipamentos também podem ser atingidos, além de ainda existirem os riscos de desastres ambientais ou acidentes que envolvam pessoas.

Porém, a disputa por uma vaga de prático no Brasil é muito concorrida, com até 800 candidatos por vaga. O processo seletivo é inteiramente conduzido pela Autoridade Marítima e exige que o candidato a prático (homem ou mulher) tenha nível superior em qualquer área e uma habilitação amadora (arrais) ou profissional (aquaviário) para conduzir embarcações.

O candidato ainda passará por uma prova escrita, além de uma prova prática com a utilização de um simulador de manobras. Se aprovado, o selecionado passa por um treinamento de mais de um ano, em que deve realizar, em média, 700 manobras nas mais diversas situações: de dia e de noite sob sol ou chuva, nas quatro estações do ano.

Concluído o estágio, o praticante é submetido a uma avaliação prática pela Capitania dos Portos e, aprovado, passa a exercer a profissão. Ele inicia sua atividade manobrando navios de menor porte e, aos poucos, assume as embarcações maiores. O profissional só pode atuar em seu porto de formação.

Fonte: A Tribuna.