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Empresas disputam serviço de dragagem no Porto de Santos

José Claudio Pimentel

Ainda não há prazo para definir qual empresa ficará responsável pela dragagem dos acessos ao berços de atracação da Brasil Terminal Portuário (BTP), no Porto de Santos. O imbróglio, que entrou na esfera judicial por indefinições na licitação pública, perdura por quase dois meses, o que dificulta a entrada em operação da instalação.

A concorrência pública nº 14 de 2012, promovida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), selecionou, por apresentar o menor preço, a multinacional holandesa Van Oord – Engenharia Marítima, com subsede no Rio de Janeiro, para realizar os serviços de dragagem.

Antes disso, porém, ela havia sido “inabilitada” pela drga (de injeção e arrasto) que apresentou para realizar o serviço. Mas uma liminar garantiu que sua proposta fosse apreciada e vencesse.

A área técnica da Docas, segundo dados da assessoria de comunicação, diante de esclarecimentos da Van Oorde, também, por se cumprir a Licença Ambiental, reviu o posicionamento inicial. Desta forma, a Codesp reafirmou como vencedora do certame a holandesa.

A empresa assinou o contrato e recebeu a ordem de serviço. No entanto, ainda de acordo com a comunicação da Docas, a segunda colocada, a DTA Engenharia, de São Paulo, pediu a suspensão do contrato junto à Justiça, em Santos.

Créditos: Carlos Nogueira

A Docas é responsável pela dragagem das árteas de acesso aos berços


Posicionamento

Em resposta, a DTA afirma que é a “legítima vencedora do certame”, pis atendeu todos os requisitos pontuados em edital, além de oferecer um preço “cerca de 19% abaixo do estimado pela Codesp”. Além disso, garante que não entrou na Justiça para executar a participação no serviço.

Em nota, o diretor jurídico da empresa, Raphael Salgado, assegura que quem buscou o judiciário foi a Van Oord, que obteve uma liminar que, segundo ele, “foi, posteriormente, cassada”.

Além disso, Salgado diz também que a DTA, como parte interessada, foi convidada a ingressar nos autos do processo judicial do mesmo lado da Codesp, “ratificando o entendimento de que a tal draga da Van Oord traz consequências ambientais graves”.

O jurídico da DTA questionou a decisão da estatal de contratar a concorrente por, na ocasião, o caso ainda estar sob judice. “Causou estranheza a todos que a Codesp tenha assinado o contrato e dado ordem de serviço de forma açoada”, relatou.

O diretor da Van Oord no Brasil, Antônia Seabra, foi procurado para esclarecer a situação, mas prefereiu aguardar a decisão da Docas. A empresa só se pronunciará quando a vencedora for definida e iniciar os trabalhos.

O trecho onde a retirada de sendimento deve ser feita compreende o espaço entre os berços do terminal marítimo e o canal de navegação, no Estuário de Santos.

Fonte: A Tribuna