Reunião na próxima terça-feira irá discutir os cerca de 200 desligamentos ocorridos na semana passada
Depois de 200 demissões no final de setembro, uma liminar (decisão provisória) da Justiça proibiu novos cortes de funcionários no terminal Ecoporto Santos, sob pena de multa de R$ 15 mil por trabalhador dispensado.
A situação dos funcionários desligados da empresa será discutida em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), marcada para a próxima terça-feira (13), às 13h30.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários de São Paulo (Settaport), Francisco José Nogueira da Silva, a decisão do desembargador Wilson Fernandes foi “justa e sensata”. “Não podemos tolerar esta falta de compromisso do Ecoporto com a cidade e com os trabalhadores”, disse Nogueira.
Em nota, o Ecoporto afirmou ter ciência da liminar e que tem mantido conversas com o sindicato. A empresa salientou ainda que participará da audiência da próxima semana.
Greve
Em 1º de outubro, os trabalhadores do Ecoporto fizeram greve em protesto contra as demissões ocorridas naquela semana. Depois de a empresa se colocar à disposição para negociar e prometer paralisar as demissões temporariamente, os funcionários voltaram ao trabalho.
O sindicato pleiteava que, além de interromper as dispensas, os demitidos fossem reintegrados à empresa ou tivessem outros benefícios.
Na ocasião, a companhia afirmou que, antes de decidir fazer as demissões, avaliou todas as alternativas para evitá-las. “Diante da redução de volume de atividades do terminal, porém, decidiu por redimensionar o quadro de funcionários de operação portuária. O Ecoporto Santos vem, ao longo dos últimos anos, investindo na modernização do terminal e acredita que esse cenário atual é reversível”.
Em junho, outros 150 trabalhadores haviam sido dispensados, também, de acordo com o Ecoporto, por conta da desaceleração da economia nacional, além do crescimento da competitividade do setor e da redução da demanda pelos serviços da companhia.
Fonte: A Tribuna.