De acordo com o levantamento, a maioria das empresas relata que o processo de gestão das operações de importação e exportação é complexo
Thomson Reuters e KPMG anunciam no Brasil os resultados de uma pesquisa global inédita realizada com 446 especialistas e gestores de comércio exterior de 11 países diferentes: Argentina, Chile, China, Colômbia, Coréia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, México, Peru – e o Brasil, país que teve o maior número de executivos participantes.
De acordo com o levantamento, a maioria das empresas relata que o processo de gestão das operações de importação e exportação é complexo, especialmente com relação aos processos manuais realizados em sistemas distintos e a constantes alterações normativas. No Brasil, especificamente, chega-se à média de 3 alterações por dia útil, de acordo com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Entre os desafios mencionados, estão também a interpretação de regras em diferentes países, a mudança de exigências junto a instituições públicas locais e a necessidade de lidar com processos antiquados.
Documentação e licenciamento de importação, gestão de despachantes aduaneiros e classificação de importação de produtos são os três fatores que, segundo os entrevistados, consomem mais tempo e recursos durante todo o processo. A classificação, documentação e licenciamento são inclusive considerados atividades que criam os maiores riscos de multas, ou elevados custos operacionais.
O estudo revelou também que 70% das empresas não estão utilizando os Tratados de Livre Comércio (FTA – Free Trade Agreements, na sigla em inglês) disponíveis em seus países – o que mostra que, provavelmente, estejam pagando mais do que o necessário em tarifas e impostos. Como consequência, elas acabam perdendo em competitividade no mercado internacional. Do total de pesquisados, 79% mencionaram que os maiores obstáculos para utilização dos FTAs são as complexas regras de origem e a dificuldade para coletar documentação.
Segundo Taneli Ruda, diretor mundial da divisão de Gestão de Comércio Exterior da Thomson Reuters, “o uso da tecnologia certa permitiria eliminar o retrabalho, possibilitando aos gestores comparar e contrastar melhor as regras aduaneiras entre países para, dessa forma, assumirem um papel mais estratégico no planejamento e operação de suas organizações”.
Fonte: Guia Marítimo.