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Cabotagem representa 5% do transporte da Esmaltec

Segundo executivo, companhia já estuda ações para expandir a atuação do modal para outros estados

Operando com cabotagem a nove anos, a Esmaltec, empresa do Grupo Edson Queiroz, com uma ampla rede de distribuição, produção e exportação a nível mundial, vê no modal capacidade e possibilidades para alcançar seus clientes e fornecedores. “A cabotagem é de extra importância pois estamos localizados muito distante dos maiores mercados consumidores e de nossos maiores fornecedores”, explica Thiago Jucá, Gerente Administrativo, Comercial e Logística da Esmaltec S.A.

Com 16 empresas em diversos setores: distribuição de gás, água mineral, metalurgia, comunicações, agroindústria, imóveis e educação, a companhia é responsável por mais de 14.000 empregos diretos gerando amplos benefícios sociais em vários estados do Brasil.

A empresa que começou os primeiros testes com a cabotagem em 2005, com a movimentação de mais de 800 contêineres para Salvador com destino a uma grande empresa do mercado varejista, busca hoje com a cabotagem melhor retorno em diversos aspectos. “Buscamos uma maior eficiência no transporte de cabotagem, para que pudéssemos fazer com que essa cadeia de atendimento ao consumidor buscasse um retorno imediato de valor”, disse.

Segundo o executivo da companhia, considerada uma das líderes no mercado de eletrodoméstico, a evolução da operação de cabotagem foi tão grande, que hoje o modal representa 5% do transporte na empresa. “A ideia é integrar o modal cada vez mais nas nossas operações”, disse, ressaltando ainda que para sobreviver no atual cenário econômico, é necessário avaliar as opções e isso inclui o estudo de custos com o transporte.

Jucá explica que a escolha pelo modal se deu ainda pelos diversos benefícios que ele oferece, destacando entre eles a distância, a redução de custo, a diminuição de avarias, custo da operação porto a porto e estoque regulador quando necessário. Além disso, podemos destacar a proximidade dos grandes centros produtores, a grande capacidade de carregamento, menor consumo de combustível por tonelada transportada, reduzido registro de acidentes, além da menor emissão de poluentes.

O gerente da Esmaltec, explica ainda que desde a consolidação do uso do modal alguns benefícios já puderem ser sentidos nas operações. “De forma efetiva em termos de operações internas não muito, mas na operação externa, pudemos registrar a redução de avarias, maior segurança e mobilidade de estocagem”, ressalta.

A companhia que consolidou as operações com cabotagem em 2009, para o Estado do Amazonas, e hoje estabilizou a operação, já pensa no ano que vem em ampliar o uso do modal para a distribuição de cargas para outras regiões do País. “É preciso, porém, fazer com que o governo reavalie os custos do modal e que a cadeia de atendimento ao consumidor ganhe qualidade e invista em outras alternativas de transporte”. Segundo explica Jucá, na logística de transportes das cargas da companhia, por exemplo, ainda há muito espaço a ser explorado em rotas como Sul-nordeste do Brasil, bem como para a região Nordeste, que segundo ele, é o maior objetivo da companhia.

O executivo adianta ainda, que a companhia já está realizando testes para a operação Inbound- Chapa de Aço na cabotagem. Os testes de Inbound haviam sido iniciados em 2009, com o objetivo de otimizar tempo e armazenamento. A operação se destina ao transporte de cargas de grandes dimensões. “Nossa expectativa para essa operação é muito grande e a perspectiva é que no final do mês de setembro os primeiros contêineres já estejam chegando na fábrica”, pondera. Falando sobre a consolidação do modal na empresa, Jucá diz que por um tempo a cabotagem ficou esquecida, mas que a Esmaltec tem evoluído nos últimos meses, na busca pelo tempo perdido.

Fonte: Guia Marítimo.