Banner página

Notícias

Notícias

Maersk projeta recuperação das operações nos portos do País

Armadora registra desaceleração na queda do movimento de contêineres de importação no trimestre passado

A Maersk Line, armadora que é líder mundial no transporte marítimo de contêineres, prevê bons resultados na movimentação de cargas nos portos brasileiros neste semestre, especialmente com a projeção de uma recuperação das importações. A expectativa tem como base o otimismo dos setores automotivo, manufatureiro e têxtil, além do crescimento constante das exportações.

“Estamos vendo uma demanda crescente pela exportação de nossos produtos e acreditamos que as importações continuarão a crescer durante o resto do ano, mesmo quando se trata de uma base muito baixa. É muito cedo para celebrar e, provavelmente, teremos de esperar até 2017 para ver verdadeiros sinais de melhora”, destacou o diretor superintendente da Maersk Line para o Cluster da Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez.

No primeiro trimestre, as importações de contêineres por via marítima alcançaram seu nível mais baixo em sete anos, com queda de cerca de 30%, antes de começarem a melhorar firmemente entre maio e junho, quando foi registrada uma retração de 13% nos desembarques, segundo informações da empresa. A melhoria dos números nesse último período vem em um momento de otimismo diante das mudanças políticas na capital federal, aponta a empresa.

A decisão dos varejistas de repor seus níveis de estoque também contribui para esse incremento, destaca a empresa. “Estamos terminando (a análise dos números) do segundo trimestre e vendo que as coisas estão melhorando”, disse o diretor comercial da Maersk Line no Brasil, Nestor Amador.

De acordo com o executivo, a Ásia mostrou relativa melhora nos embarques, uma vez que os setores automotivo e varejista retomaram a formação de estoques. Como consequência, a queda nas importações de mercadorias vindas do continente ficou em 21% no segundo trimestre. De janeiro a março, a redução foi maior, de 43%. Para Amador, o fato dos navios saírem dos países asiáticos totalmente carregados é um bom indicativo para as operações.

Com relação às exportações, o ritmo de crescimento diminuiu em relação ao trimestre anterior. Em janeiro, por exemplo, o incremento foi de 21% na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto em junho, o crescimento foi de apenas 1%. “A apreciação do real contribuiu pouco para a desaceleração das exportações. Os produtos brasileiros continuam competitivos e há novas oportunidades em algodão, frango, bovinos, plásticos e açúcar, principalmente para os mercados asiáticos”, afirmou o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para o Cluster da Costa Leste da América do Sul, João Momesso.

“O verdadeiro gargalo para as exportações é a ausência de navios na costa brasileira e isso não mudará até que as importações se recuperem totalmente. Infelizmente, não vemos isso acontecer antes de 2017”, acrescenta o diretor.

Reefer

Os executivos da Maersk Line destacam o crescimento das operações com contêineres refrigerados. As operações com produtos de proteína animal continuam a demonstrar um aumento “saudável”, o que deve permanecer ao longo do próximo ano.

“Esperamos que esse crescimento contínuo pressione a indústria da navegação a oferecer mais contêineres e espaço nos navios, uma vez que as carnes bovina, de frango e de porco tiveram, juntas, um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado”, destacou o diretor comercial, Nestor Amador.

A carne bovina registrou crescimento de 12% nos embarques no segundo trimestre, assim como peixe, que cresceu 29%, e frango, com incremento de 7,5%. “É muito interessante que a China continua bastante forte com crescimento de 10% ano a ano. É um lugar onde não tinha tanta carga. Como um todo, o setor está crescendo e um ponto a se destacar é o nosso comprometimento com a liderança”, destacou João Momesso.

Fonte: A Tribuna.