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Promotoria sugere que gases tóxicos de cilindros do Porto de Santos sejam queimados em alto mar

Gaema abriu inquérito para investigar os materiais, ‘esquecidos’ no cais

Cilindros estão armazenados no Porto de Santos, SP (Foto: Divulgação)

Cilindros estão armazenados no Porto de Santos, SP (Foto: Divulgação)

O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público abriu inquérito para investigar os 115 cilindros contendo gases tóxicos e inflamáveis armazenados no Porto de Santos, no litoral paulista. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) procura um lugar para queimar as substâncias em segurança.

A existência dos cilindros de duas décadas foi revelada depois que a Codesp, a autoridade portuária, solicitou autorização ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema) em Guarujá para queimar os gases na cidade. O pedido foi negado, e o Ministério Público daquela cidade pediu para que a estatal apresentasse um novo plano.

Na noite desta quarta-feira (28), o Gaema em Santos decidiu por abrir o inquérito. “Diante da possibilidade de um dano regional, hoje eu conversei com um representante da Codesp, pois nós solicitamos diversos documentos. Eu questionei a possibilidade de ocorrer a incineração em alto mar”, informou a promotora Almachia Zwarg Acerbi.

O prazo para o plano ser apresentado pela Codesp foi prorrogado pela Promotoria em Guarujá até a próxima segunda-feira (3). Até lá, a estatal e a empresa contratada para realizar o serviço deverá esclarecer onde os gases tóxicos e inflamáveis deverão ser queimados, de modo a não provocar risco à população.

Por meio de nota, a Codesp informou que está negociando com outros municípios da Baixada Santista um local para a queima dos gases. O procedimento, segundo a própria empresa, é o único meio seguro de eliminação do produto no ambiente.

“A empresa irá informar a decisão ao Ministério Público do Estado de São Paulo, assim que obtiver a anuência de municipalidade para a destinação dos produtos. Por agora, a autoridade portuária mantém os cilindros sob segurança”, afirmou, em comunicado enviado à imprensa na tarde desta quarta-feira.

Fonte: G1.