Na véspera, moeda dos EUA fechou em alta de 0,07%, vendida a R$ 3,7588.
O dólar passou a subir nesta nesta terça-feira (22), com o mercado atento aos dados do exterior, e com poucos efeitos do discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos.
Às 15h04, a moeda norte-americana subia 0,48%, vendida a R$ 3,7768. Veja mais cotações. Na máxima do dia até o momento, o dólar foi a R$ 3,7863 e na mínima, a R$ 3,7455.
Já o dólar turismo era vendido perto de R$ 3,92, sem considerar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
Discurso de Bolsonaro
No começo do dia, investidores aguardavam a fala do presidente brasileiro no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, em busca de detalhes sobre a possibilidade de aprovação de reformas econômicas consideradas importantes pelo mercado, como a da Previdência. No entanto, após o discurso de Bolsonaro, operadores disseram que não houve novidade relevante sobre o tema.
“Havia expectativa se (Bolsonaro) ia ou não falar sobre reforma da Previdência e ele não falou, falou de outros setores que pretende fomentar, e quando foi questionado meio que se esquivou e acabou não falando nada”, afirmou à Reuters o operador de câmbio Jefferson Laatus, sócio da LAATUS Educacional.
“O mercado estava na expectativa de que falasse, não que desse detalhes, mas que desse um direcionamento, grande ou pequeno, alguma informação importante. Alguma coisa poderia ter falado”, acrescentou o operador.
Já o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor, disse ao Valor Online: “Não acho que o mercado esperava grandes novidades de Bolsonaro para turbinar os preços dos ativos locais. Ele buscou atrair investidores para o mercado brasileiro, mas isso depende de ajuste fiscal. Como sabíamos que não detalharia a reforma da Previdência, não teve grande reação durante o discurso.”
Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,07%, a R$ 3,7588.
Lá fora
No cenário externo, os mercados repercutem preocupações sobre o crescimento da economia global. Por isso, o dólar sobe contra as principais moedas do mundo, enquanto as bolsas norte-americanas operam em baixa.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou suas previsões de crescimento global para 2019 e 2020, citando fraqueza na Europa e em alguns mercados emergentes, além de tensões comerciais. Também a China informou que registrou em 2018 a taxa de crescimento mais lenta em 28 anos, o que coloca Pequim sob pressão para atuar com novas medidas de estímulo.
Interferência do BC no câmbio
O Banco Central vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 10,05 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro.
Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.
Fonte: G1 Economia