Nos últimos dias, negociadores chineses e americanos se reuniram em Pequim e Washington com o objetivo de encerrar o conflito comercial entre os dois países antes de 1º de março, quando os EUA elevarão as tarifas sobre produtos chineses. O que está em pauta é a trajetória da economia chinesa, avaliada em US$ 14 trilhões.
Mesmo que o presidente Donald Trump tenha iniciado a guerra comercial, todos nos EUA concordam que o capitalismo estatal da China faz do país um mau participante dentro do sistema comercial global e uma ameaça à segurança. Muitas nações na Europa e na Ásia concordam com isso. Na base em tais reclamações, está o papel do governo da China, que canaliza capital barato para as companhias estatais, intimida as empresas privadas e viola os direitos das estrangeiras. Em consequência, a China distorce os mercados internos e externos.
A reação mais dura se verifica no momento em que o modelo de endividamento da China, o enorme investimento e a condução estatal têm resultado em retornos cada vez menores. O crescimento do país neste trimestre deve cair para 6%, o pior resultado em quase trinta anos. Ao abrir a economia e frear o Estado, Xi Jinping, o líder autocrata chinês, conseguiria impulsionar o desempenho dentro das suas fronteiras e ter uma recepção menos hostil externamente.
Fonte: Estadão.com.br