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Ibama encontra carga de produtos químicos abandonada há 14 anos no Porto de Santos, SP

Agentes ambientais federais avaliam os riscos. Receita Federal apoia operação especial, que vistoriou mais de 30 contêineres e já encontrou cebolas podres e carne congelada.

 

Uma carga com produtos químicos abandonada há 14 anos no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foi localizada durante operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informou o órgão nesta sexta-feira (10). Aproximadamente 30 contêineres com cargas diversas já foram vistoriados por agentes em cinco terminais.

 

Desde segunda-feira (6), o Ibama e a Receita Federal executam a operação Relíqua (o resto, em latim), que visa localizar e identificar cargas importadas, que foram retidas ou abandonadas nos terminais portuários, e mapear eventuais riscos ao ambiente e à saúde das pessoas. A fiscalização está prevista para ser encerrada nesta sexta.

 

No último balanço, o Ibama informou a localização de carregamentos de produtos químicos diversos armazenados em tambores e tonéis. Parte da carga chegou a um terminal no complexo portuário em 2005 e ali permaneceu desde então por motivo ainda não divulgado. Os fiscais avaliam quais os danos as substâncias armazenadas podem ocasionar.

 

“Certamente, essa e outras cargas já identificadas podem oferecer algum risco. Nosso trabalho agora está focado em determinar qual risco é esse e quais as medidas devem ser tomadas, seja para a destinação final correta desses produtos ou a devolução à origem”, explica a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, chefe do Ibama em Santos.

 

Ainda foi confirmado o registro de contêineres com carne congelada prestes a vencer, produtos de beleza, pastas químicas, óleos minerais e detergentes. Na quinta-feira (9), o Ibama já havia informado a localização de um contêiner carregado de cebolas podres e outro lote com diversos brinquedos falsificados ainda com baterias e pilhas.

 

“Muitos desses carregamentos foram literalmente abandonados e não há mais um responsável. Os riscos são diversos, por isso é preciso encaminhá-las o mais rápido possível para a destinação final”, afirma Ana Angélica. A fiscal tem o apoio de colegas deslocados de portos do sul do país e dos aeroportos internacionais de São Paulo e Campinas.

 

A Receita Federal, pela Alfândega, auxilia no mapeamento dessas cargas, assim como a localização delas no porto. A previsão é que ao final da operação o Ibama apresente um balanço sobre as cargas encontradas, os riscos identificados para cada uma delas e as eventuais penalidades aplicadas aos responsáveis, se eles forem, de fato, identificados.

 

Fonte: G1