A expansão do plantio de trigo para novas regiões do Brasil abre a perspectiva de o País se tornar autossuficiente e ter excedente do grão para exportar. Do Sul brasileiro, as lavouras se espalharam para a área de Cerrado, a grande promessa para mudar o mapa da produção e do abastecimento de trigo no País.
De acordo com o chefe da divisão de Trigo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Osvaldo Vasconcellos Vieira, o Estado de Minas Gerais produzia cerca de 50 mil toneladas de trigo há cinco anos. Na safra 2018, produziu 207,2 mil toneladas, segundo a Conab.
A tolerância à seca dá ao trigo do Cerrado uma vantagem competitiva em relação ao milho, normalmente usado para revezar a terra com a soja. O trigo também tem se mostrado eficiente na dobradinha com a soja pelos resquícios que deixa na terra. No plantio direto, a semeadura é feita diretamente sobre a palhada da cultura anterior.
A Conab estima que o Brasil vai colher neste ano 5,48 milhões de toneladas de trigo, volume 1,1% maior do que em 2018. Afetadas principalmente por doenças na lavoura e clima, algumas regiões terão redução significativa de colheita. O maior aumento na produção, de 61,3%, é esperado em Goiás.
Fonte: Agência Anba – Anba