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Primeiro semestre fraco derruba projeções

Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduz estimativas de crescimento para a economia e manufatura do País em 2019, após desempenho decepcionante nos primeiros seis meses do ano.

Produção de aço brasileira registrou queda de 1,4% em relação ao período de janeiro a junho de 2018.

O desempenho decepcionante no primeiro semestre faz a indústria rever projeções de crescimento econômico para 2019. Setor produtivo defende medidas de estímulo para tirar País da estagnação.

“O primeiro semestre foi muito ruim, frustrando as expectativas do início do ano. Observa-se uma paralisia do mercado e da economia como um todo”, declarou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (25), em São Paulo.

Na mesma data, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou ter revisado para baixo as estimativas para a economia do País. As novas projeções indicam crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e 0,4% do PIB industrial. Em abril, as previsões eram de 2% e 1,1%, respectivamente.

A CNI aponta que a economia mantém-se muito próxima da estagnação desde o fim da crise. “O consumo não reage, o investimento continua travado e as exportações apresentam dificuldades. Portanto, as fontes privadas de demanda seguem sem capacidade de promover a necessária reativação da economia.”

O Instituto Aço Brasil também revisou as projeções do setor para 2019. A estimativa de crescimento da produção passou de 2,2% para 0,4%, as vendas internas de 4,1% para 2,5% e o volume das exportações de -6,3% para -7,3%.

Lopes defendeu a necessidade de uma agenda de ações microeconômicas de efeito de curto prazo. “Levamos ao Ministério da Economia alguns pleitos, como restabelecer o Reintegra [Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras] e a retomada das obras paralisadas no País.”

A CNI avalia que a liberação de parte dos recursos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode impulsionar o consumo. Outras medidas sugeridas pela entidade são a redução dos juros e o estímulo ao crédito. “A queda dos juros é mais importante, pois seus efeitos já se farão sentir na cadeia de financiamento. Não faz sentido manter a taxa de juros se a economia se encontra estagnada e não há pressões de inflação”, assinalou o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Fonte: DCI