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Bovespa fecha em queda, seguindo cenário externo e recuo de commodities

O Ibovespa caiu 0,73%, aos 103.875 pontos, repercutindo também a ata do Copom e adiamento de votação do parecer da reforma da Previdência.

O principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (24), seguindo a piora dos pregões em Wall Street, após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a China. A sessão foi marcada também pela queda nos preços das commodities, que pressiona as ações de empresas importantes na composição do Ibovespa, como Vale e Petrobras.

O Ibovespa caiu 0,73%, aos 103.875 pontos. Nos dois primeiros pregões da semana, o índice caiu 0,9%. No mês e no ano, no entanto, há avanço acumulado de 2,71% e 18,19%, respectivamente.

O recuo de 2,3% nos preços do petróleo, com o barril do WTI fechando a US$ 57,29, puxaram a queda de 1,15% da ação ordinária a Petrobras e de 0,87% das preferenciais.

Já a baixa de 3,5% do minério de ferro influenciou negativamente o desempenho do papel da Vale, que terminou o dia em baixa de 2,58%. Também impactadas, CSN caiu 3,96% e a Usiminas, 2,71%.

Negociações EUA x China

Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Trump criticou as práticas comerciais chinesas, dizendo que não aceitará um “acordo ruim” nas negociações comerciais entre EUA e China.

Mais cedo, notícias sobre novas negociações na próxima semana haviam favorecido uma abertura mais positiva das bolsas em Nova York, mas os comentário de Trump relembraram que permanecem as incertezas sobre um desfecho na guerra comercial.

“Um acordo favorável poderá puxar as bolsas na semana que vem e um novo desacordo tende a pesar sobre as bolsas, como tem acontecido até o momento”, destacou a equipe da corretora Planner, lembrando que o assunto tem ditado o rumo dos mercados.

Cenário interno

Na cena local, o mercado repercute a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. O BC reiterou a leitura de continuidade no processo de cortes da Selic, após reduzir a taxa básica de juros a 5,5%. Há instituições que já veem o juro abaixo de 5% no fim do ciclo.

Também repercutiu a notícia de que a votação do parecer do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as emendas apresentadas à reforma da Previdência, prevista para ocorrer nesta terça-feira na CCJ do Senado, foi adiada para a semana que vem.

“A notícia é ruim porque vai atrasando cada vez mais o cronograma, em um momento que o governo começa a ser criticado pela falta de agenda e resultados concretos”, disse ao Valor Online o gestor Vitor Miziara, da Criteria Investimentos.

Fonte: G1 Economia