Na quarta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,67%, cotada a R$ 5,0687.
O dólar opera em queda nesta quinta-feira (10), mesmo após dados mostrarem um salto maior do que o esperado na inflação dos Estados Unidos em maio, com os investidores atentos às próximas reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.
Às 10h35, a moeda norte-americana caí 0,30%, a R$ 5,0533. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,67%, a R$ 5,0687. Com o resultado, as moedas norte-americanas acumulam recuo de 2,98% no mês e de 2,28% no ano.
O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em dezembro de 2021 e março de 2022.
Cenário
O Departamento do Trabalho informou nesta quinta-feira que seu índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em maio, acima do esperado pelo mercado. Em 12 meses, o índice acelerou a 5%, maior alta anual desde agosto de 2008 e após 4,2% em abril.
Por outro lado, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu pela sexta semana seguida, para o nível mais baixo em quase 15 meses.
O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) anunciará sua decisão de política monetária na próximo dia 16, e os investidores devem ficar atentos ao posicionamento do banco central em relação à inflação e às discussões sobre uma possível retirada de parte de seu apoio à economia. O chair do Fed, Jerome Powell, tem afirmado repetidamente que uma inflação mais alta será transitória.
Por ora, a avaliação é de que aceleração da inflação não deve ter impacto imediato na taxa de juros dos EUA. “Avaliamos que o Fed continuará com a retórica de inflação transitória a espera de dados mais fortes e contínuos sobre inflação e mercado de trabalho”, disse Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais.
A inflação é um tema que tende a continuar no radar dos operadores à medida que as principais economias se recuperam da crise gerada pela pandemia de Covid-19.
Na Europa, o Banco Central Europeu afirmou nesta quinta-feira que continuará a realizar suas compras de títulos emergenciais a um ritmo mais alto do que no início do ano. O BCE decidiu manter a sua taxa referencial em -0,5% e a orientação de que vai manter ou cortar os juros até que a inflação mostre convergência “robusta” para a meta.
No cenário doméstico, os investidores aguardam a decisão de juros do Banco Central, cujo Comitê de Política Monetária (Copom) também encerra seu encontro de dois dias na quarta-feira da semana que vem.
Entre os fatores que têm ajudado a moeda brasileira nas últimas semanas, vários especialistas apontam para a expectativa de juros domésticos mais altos, que foi reforçada pelos sinais de aceleração da inflação, que atingiu 8,06% em 12 meses até maio.
Um cenário doméstico de juros mais altos tende a favorecer o real, segundo especialistas, uma vez que torna investimentos locais atrelados à Selic mais atraentes para o investidor estrangeiro. A taxa de juros esta atualmente em 3,5% ao ano e a expectativa do mercado é que ela chegue a 5,75% no fim de 2021.
Fonte: G1 Economia