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Bovespa opera em queda nesta terça-feira

Nesta segunda-feira, o principal índice da bolsa avançou 0,14%, aos 127.429 pontos.

A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta terça-feira (29), em meio a um cenário relativamente tranquilo no exterior, enquanto o noticiário no Brasil incluía desaceleração do IGP-M em junho e anúncio de emissão de títulos da dívida externa brasileira.

Às 11h13, o Ibovespa caía 0,94%, a 126.235 pontos.

Nesta segunda-feira (28), a bolsa brasileira fechou em alta de 0,14%, a 127.429 pontos. Com o resultado, a Bovespa acumula alta de 0,96% no mês e de 7,07% no ano.

Cenário

As bolsas americanas terminaram a segunda-feira com altas recordes, impulsionadas por ações do Facebook. A empresa chegou pela primeira vez ao valor de mercado de US$ 1 trilhão depois que um juiz federal nos Estados Unidos rejeitou uma acusação de monopólio ilegal movida pela Comissão Federal de Comércio (FTC) do país em dezembro de 2020. Os papéis subiram mais de 4%.

Investidores observam também os efeitos da variante Delta do coronavírus no aumento de casos da doença em países europeus.

“Mesmo com essa notícia, as bolsas na Europa estão positivas. O que está ajudando foi a divulgação do indicador de sentimento econômico do mês de junho. É um dado que mede a confiança da indústria e dos consumidores e teve o maior nível dos últimos 21 anos. Então, mais um indicador confirmando essa retomada consistente da economia europeia”, diz Pietra Guerra, analista da Clear Corretora.

Na agenda doméstica, destaca-se o resultado do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ficou em 0,60% em junho, ante avanço de 4,10% em maio. A forte desaceleração foi influenciada principalmente pela queda do dólar frente ao real e pelo recuo dos preços de commodities como minério de ferro, milho e soja, que aliviaram a inflação no atacado.

Com este resultado, o índice acumula agora alta de 15,08% no ano e de 35,75% em 12 meses. Em maio, acumulava avanço e de 37,04% em 12 meses. Em junho de 2020, o índice havia subido 1,56% e acumulava alta de 7,31% em 12 meses.

Já o Tesouro Nacional anunciou voltará a captar recursos no mercado internacional. Será emitido um título soberano com vencimento em 10 anos, para 2031, e haverá a reabertura do atual papel de 30 anos, para 2050

Nesta terça-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reúne para definir o valor do reajuste das bandeiras tarifárias. Segundo o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, a bandeira vermelha patamar 2 terá reajuste superior a 20%. Com isso, deverá passar dos atuais R$ 6,24 cobrados a mais a cada 100 quilowatts/hora consumidos (kWh) para mais de R$ 7,50.

A cobrança extra na conta de luz acontece quando o custo de produção de energia aumenta. O reajuste a ser definido pela Aneel entrará em vigor a partir de julho, quando será aplicada a bandeira tarifária na cor vermelha patamar 2, taxa mais elevada do sistema. Segundo a Aneel, os níveis dos reservatórios estão “consideravelmente baixos”, e a perspectiva é “desfavorável”.

A bandeira vermelha 1 e a amarela também devem ser reajustadas, mas o aumento ainda não foi informado. A bandeira verde continuará sem cobrança adicional.

Analistas ponderam sobre o efeito da crise hídrica na inflação e na possibilidade de um racionamento, como aconteceu em 2001. O Ministério de Minas e Energia nega que esteja trabalhando com cenário de corte de consumo compulsório de energia.

Fonte: G1 Economia