Na terça-feira (3), o principal índice da bolsa avançou 0,87% e fechou aos 123.576 pontos.
O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (4), com os investidores aguardando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e e com o cenário fiscal brasileiro ainda no radar.
Às 11h33, o Ibovespa recuava 1,42%, aos 121.824 pontos.
Entre os destaques, Bradesco caía 3% na esteira de resultado trimestral afetado pela área de seguros, enquanto que Petrobras recuava perto de 2%, afetada pela queda do preço do petróleo antes da divulgação do balanço da companhia do segundo trimestre.
Já o dólar é negociado em queda.
Na terça-feira, a bolsa fechou em alta de 0,87%, aos 123.576 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,46% no mês e de 3,83% no ano.
Cenário
Nos EUA, os principais índices de Wall Street caíam nesta quarta-feira, com preocupações sobre a desaceleração do crescimento econômico e novos temores sobre a Covid-19 atingindo setores economicamente sensíveis, incluindo bancos e indústrias.
A pesquisa de criação de vagas do setor privado em julho nos Estados Unidos, publicada pela ADP, decepcionou as estimativas do mercado. Segundo a leitura, houve a criação de 330 mil vagas de emprego em julho, bem abaixo do consenso, de 653 mil.
Por aqui, o Banco Central define nesta quarta-feira sua taxa de juros, e o mercado aposta em uma aceleração na alta da Selic, após 3 aumentos seguidos de 0,75 ponto percentual. O anúncio será feito após o fechamento dos mercados.
A expectativa agora é que a taxa tenha uma alta de 1 ponto percentual, de 4,25% para 5,25% ao ano em meio à inflação acima do teto da meta. Para o final do ano, boa parte do mercado já espera uma Selic e 7,5% ao ano.
Além de elevar o tom contra a inflação, debate-se se o BC deixará de lado a sinalização de neutralização da política monetária e se poderá, desta forma, elevar o juro a patamares acima do patamar neutro (ao redor de 6,5%–7%), abrindo a possibilidade de uma política mais restritiva ante a elevação de temores fiscais.
Preocupações em torno das contas públicas voltaram a entrar no radar dos mercados após o governo anunciar que pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para ampliar a possibilidade de parcelamento de precatórios – créditos que pessoas físicas e jurídicas têm a receber do governo federal.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Arthur Lira, negaram que a medida seja um “calote”. Mas a proposta foi entendida por diversos analistas como uma tentativa de drible do teto de gastos, uma vez que chega no momento em que o governo também discute uma reformulação do Bolsa Família e busca ampliar o valor médio do benefício.
Fonte: G1 Economia