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Dólar opera em queda, após disparada na véspera

Na quarta-feira, a moeda norte-americana avançou 2,93%, vendida a R$ 5,3276, e registrou a maior valorização percentual diária desde 24 de junho do ano passado.

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (9), em meio ao acirramento das tensões políticas, da paralisação dos caminhoneiros pelo país e o avanço da inflação divulgado pelo IBGE.

Às 10h45, a moeda norte-americana caía 0,96%, vendida a R$ 5,2762. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 2,93%, vendida a R$ 5,3276. Foi a valorização percentual diária mais intensa desde 24 de junho de 2020 (alta de 3,36%). O patamar de fechamento é o maior desde 23 de agosto (R$ 5,3802). Com o resultado de quarta, acumula alta de 3,05% no mês. No ano, o avanço é de 2,71% ante o real.

Cenário

O IBGE divulgou que a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,87% em agosto. É a maior taxa para um mês de agosto desde 2000. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. No ano, o IPCA acumula alta de 5,67%. Desde março, o indicador acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%.

O foco agora é o movimento de caminhoneiros e bloqueios de estradas pelo país pelo segundo dia consecutivo em apoio ao governo e contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o comentarista Valdo Cruz, o presidente Jair Bolsonaro vai se reunir nesta quinta em Brasília com representantes de um grupo de caminhoneiros, após ele mesmo estimular os protestos, em meio aos atos antidemocráticos de 7 de Setembro.

A equipe econômica e o próprio Palácio do Planalto estão preocupados com o risco de o movimento aumentar e causar problemas para a economia. O próprio presidente fez esse alerta em áudio enviado a caminhoneiros na noite de quarta.

Uma venda generalizada de ativos brasileiros dominou o mercado doméstico na quarta-feira e cobrou seu preço na taxa de câmbio, conforme investidores estrangeiros e locais se desfizeram de posições em meio a temores de acirramento da crise institucional doméstica e de seus potenciais desdobramentos sobre as contas públicas e o crescimento econômico.

Protestos contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro marcaram o feriado da Independência no Brasil. Os atos aconteceram em meio a embates do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF), e em um contexto de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração Bolsonaro – e de uma acentuada crise econômica.

Durante os atos, o presidente fez ameaças golpistas, ao atacar o sistema eleitoral brasileiro, integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus. Bolsonaro dirigiu os principais ataques ao ministro do STF Alexandre de Moraes – e afirmou que não irá cumprir decisões dele.

As ameaças de Bolsonaro foram repudiadas por governadores e parlamentares, com aumento de apoio a um possível impeachment do presidente.

Em resposta aos ataques de Bolsonaro, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “ninguém fechará” a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Fonte: G1 Economia