Na segunda-feira, o principal índice da bolsa tombou 2,33% e fechou no menor patamar do ano.
O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta terça-feira (21), acompanhando um alívio momentâneo nos mercados globais após o tombo da véspera por temores de um potencial colapso da gigante imobiliária chinesa Evergrande e de um efeito dominó na economia global.
Às 12h13, o Ibovespa subia 0,54%, aos 109.431 pontos, após 5 pregões seguidos de queda. Veja mais cotações.
Já o dólar opera em queda.
Na terça-feira, a bolsa fechou em queda de 2,33%, a 108.844 pontos, no menor patamar do ano. Com o resultado, passou a acumular perda de 8,37% no mês. No ano, a queda é de 8,55%.
Cenário
Nos EUA, as ações tinham leve alta, com analistas minimizando os riscos de quebradeira generalizada na China diante do iminente calote da gigante imobiliária Evergrande. O governo chinês, porém, ainda não deu sinais de que vai intervir para resgatar a empresa.
A ação da Evergrande recuou 0,44% nesta terça-feira estendendo as perdas no mês a 47,93% e as quedas no ano a 84,76%. Em carta, o presidente da Evergrande tentou tranquilizar funcionários dizendo que o grupo sairá “em breve de seu momento mais obscuro”.
O BoFA Securities reduziu sua projeção para o crescimento econômico da China para os próximos três anos. O banco de investimentos disse que sua nova projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto chinês neste ano foi reduzida a 8%, de 8,3%. Para 2022 a estimativa passou a 5,3% de 6,2% e em 2023 foi a 5,8% de 6,0%.
Uma desaceleração da economia chinesa tende a prejudicar principalmente economias emergentes e países exportadores de commodities como o Brasil, que tem a China como principal parceiro comercial.
O Banco Central do Brasil anuncia nesta quarta a nova taxa de juros, com o consenso do mercado de que a Selic seja elevada em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano. Os agentes do mercado já esperam inflação de 8,35% este ano. Já a projeção para a Selic no fim de 2021 foi elevada para 8,25%.
Nos EUA, o Fed pode sinalizar nesta quarta um cronograma para a redução dos estímulos na maior economia do mundo e da redução da recompra mensal de títulos de US$ 120 bilhões.
Fonte: G1 Economia