Na quarta-feira (27), a moeda dos EUA fechou em queda de 0,30% a R$ 5,5551.
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (28), mesmo após o o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa básica de juros em 1,5 ponto, para 7,75% ao ano, e indicar que vai seguir com o aperto monetário.
Às 9h51, a moeda norte-americana subia 1,01%, cotada a R$ 5,6140. Na máxima até o momento, chegou a R$ 5,6190. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,30%, a R$ 5,5551. Com o resultado, passou a acumular avanço de 2,01% no mês contra o real. No ano, a alta é de 7,09%.
Cenário
Na agenda do dia, a FGV mostrou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também conhecido como “inflação do aluguel”, subiu 0,64% em outubro, acima do esperado, acumulando uma alta de 21,73% em 12 meses.
Na noite de quarta-feira, o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros da economia de 6,25% para 7,75% ao ano, o maior patamar em quatro anos, sinalizando que pode voltar a elevar a Selic novamente em 1,5 ponto em dezembro.
No comunicado divulgado após a reunião, o Copom disse ver sinais de uma inflação persistente no país e apontou que a tentativa de furar o teto de gastos pode gerar movimentos inflacionários ainda maiores.
Na avaliação de economistas ouvidos pelo g1, o combate à inflação ficou mais difícil porque o BC não tem tido companhia nessa briga. O que falta, dizem, é uma sinalização do comprometimento do governo Jair Bolsonaro com a responsabilidade fiscal. Isso porque o controle das contas públicas gera um efeito em cascata: melhora a credibilidade do país, atraindo mais investidores estrangeiros; isso se reflete no câmbio, o que ajuda a manter a inflação sob controle. Veja vídeo abaixo:
O mercado projeta atualmente uma Selic em 8,75% ao ano no fim de 2021, chegando a 9,5% ao término de 2022. Mas parte dos analistas já prevê a taxa de juros chegando a dois dígitos.
Na visão do banco Barclays, o real “pode permanecer sob pressão no curto prazo”, apesar da aceleração da alta da Selic e da alta da taxa de retorno para os investidores, “uma vez que o câmbio e, em certa medida, a política monetária agora são movidos por preocupações fiscais.”
Fonte: G1 Economia