Na segunda-feira (22), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,5930.
O dólar opera em alta nesta terça-feira (23), negociado acima de R$ 5,60, em dia negativo nos mercados externos.
Às 10h52, a moeda-norte americana subia 0,87%, cotada a R$ 5,6416. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,6441. Veja mais cotações.
Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,5930. Com o resultado, passou a acumular recuo de 0,97% no mês. No ano, ainda tem valorização de 7,82% contra o real.
Cenário
Na cena externa, a cautela prevalecia em meio ao ressurgimento de casos de Covid-19 e expectativa de aumentos de juros nos EUA já em 2022. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu Jerome Powell para continuar como chair do Federal Reserve (Fed).
Do lado doméstico, as atenções seguem voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral esquenta, com mais informações sobre pré-candidatos para a Presidência da República em 2022.
A expectativa é que ainda nesta semana o parecer da PEC dos Precatórios seja lido na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, antes de até dia 30 ir ao plenário da Casa.
A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar um Auxílio Brasil no valor de R$ 400. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). O governo afirma que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022.
Projeções para inflação, juros e dólar
O mercado financeiro elevou novamente a estimativa para inflação oficial, e passou a prever um valor acima de 10% neste ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano passou de 4,88% para 4,80%. Para 2022, a estimativa de alta foi reduzida de 0,93% para 0,70%.
Foii mantida em 9,25% ao ano a previsão para a taxa básica de juros no fim de 2021. Para o fim de 2022, a expectativa para a Selic foi elevada de 11% para 11,25% ao ano, o que pressupõe alta maior do juro básico da economia no próximo ano. Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 permaneceu em R$ 5,50 por dólar.
Juros mais altos teoricamente elevariam a atratividade para investimentos na renda fixa brasileira, fluxo esse que aumentaria a oferta de dólares e poderia baixar o preço da moeda.
Fonte: G1 Economia