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Dólar opera em queda em semana de Copom

Na sexta-feira (11), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,0540.

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (14), sem semana de decisão do Banco Central sobre a nova taxa básica de juros no Brasil, e com os mercados de olho na nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia.

Às 10h13, a moeda norte-americana recuava 0,24%, cotada a R$ 5,0411. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,0540, mas teve queda de 0,47% na semana. Na parcial do mês, o recuo é de 1,98%. No ano, tem queda de 9,34% frente ao real.

O que está acontecendo?

O impacto econômico da guerra na Ucrânia tem desestabilizado os mercados internacionais e provocado a disparada dos preços das commodities, aumentando os temores de alta da inflação global. Nesta segunda, porém, o petróleo opera em queda, negociado abaixo de US$ 110 em meio a esperanças nos esforços diplomáticos para colocar um fim na guerra na Ucrânia e após novo confinamento na cidade de Shenzhen, centro tecnológico no sul da China, em razão da disparada de casos de Covis-19.

Apesar dos temores de aumento da inflação global, moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo, entre outras commodities têm sido beneficiadas pela escalada dos conflitos, já que temores de interrupção da oferta impulsionaram os preços desses produtos a máximas em vários anos.

Os juros em patamares elevados no Brasil e a perspectiva de novas elevações na Selic têm contribuído também para o fluxo de dólares para o país e para a valorização do real nas últimas semanas. O Comitê de Política Monetária do BC anuncia nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros, que está atualmente em 10,75%.

Os investidores aguardam decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco da Inglaterra esta semana, sendo que a expectativa é de que ambos elevem a taxa de juros.

Projeções para a economia brasileira

Após o forte reajuste de combustíveis anunciado pela Petrobras na semana passada, os economistas do mercado financeiro elevaram estimativa de inflação em 2022 para 6,45%, segundo boletim Focus divulgado nesta segunda pelo Banco Central.

Os analistas também passaram a projetar uma alta maior para a Selic, para 12,75% ao ano no fechamento de 2022.

Para o crescimento do PIB deste ano a previsão passou de 0,42% para 0,49%. Para 2023, porém, o mercado baixou a expectativa de alta de 1,50% para 1,43%.

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2022 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,30. Para o fim de 2023, caiu de R$ 5,30 para R$ 5,21 por dólar.

Fonte: G1 Economia