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Dólar opera com pequenas variações, negociado perto de R$ 5

Na sexta-feira (18), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,36%, a R$ 5,0157.

O dólar opera com pequenas variações nesta segunda-feira (21), com a guerra na Ucrânia ainda sem sinal de cessar-fogo, enquanto investidores se preparavam para uma semana recheada de divulgações, incluindo da ata da última reunião do Copom, do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e da prévia da inflação de março (IPCA-15).

Às 9h57, a moeda norte-americana recuava 0,17%, cotada a R$ 5,0070. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,36%, a R$ 5,0157, acumulando recuo de 0,76% na semana. Na parcial do mês, a divisa tem baixa de 2,72%. No ano, tem queda de 10,03% frente ao real.

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, os preços do petróleo têm alta de mais de 4% nesta segunda-feira, com o Brent sendo negociado acima de US$ 110 o barril, pressionado pela guerra sem fim à vista na Ucrânia e com países da União Europeia considerando se juntar aos Estados Unidos em um embargo ao petróleo russo.

Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da União Europeia devem debater nesta segunda-feira novas sanções contra Moscou.

Até o momento as importações europeias de gás ou petróleo russo não foram afetadas pelas represálias, o que teria um custo elevado para os europeus, que dependem em grande parte dos hidrocarbonetos russos.

Por aqui, os analistas do mercado financeiro elevaram pela décima semana seguida a estimativa de inflação deste ano, que passou de 6,45% para 6,59%, segundo o boletim Focus do Banco Central. A previsão de crescimento do PIB deste ano passou de 0,49% para 0,50%.

Os analistas também elevaram a estimava para a Selic no fim de 2022. Agora, projetam que a taxa pode chegar a 13% ao final do ano. Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2022 permaneceu em R$ 5,30.

Os juros em patamares elevados no Brasil e o diferencial em relação aos juros nos EUA e outras economias têm contribuído para o fluxo de dólares para o país e para a valorização do real em 2022. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.

Fonte: G1 Economia