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Sindicatos apoiam a Prefeitura contra novos terminais na Ponta da Praia

Os trabalhadores portuários declararam apoio ao prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), na luta para impedir a licitação de novos terminais de grãos na região da Ponta da Praia. A decisão foi tomada pelos sindicalistas após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder uma liminar suspendendo os efeitos da Lei Municipal nº 813. Sancionado no final do ano passado, o texto proíbe a instalação de novos terminais para a operação de granéis naquele trecho do Porto de Santos.

Os planos do Governo Federal de manter a operação de soja nas proximidades do bairro residencial não agradaram a Administração Municipal. Após encaminhar outras sugestões para a operação, o prefeito resolveu alterar a Lei de Uso e Ocupação do Solo para impedir a licitação de uma grande instalação de grãos.

No entanto, na semana passada, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, suspendeu a proibição da lei até que um pedido da Advocacia Geral da União feito pela Secretaria de Portos (SEP) fosse julgado em plenário.

O apoio da classe trabalhadora foi declarado durante reunião realizada na sede do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport). O encontro contou com a participação de dirigentes dos sindicatos dos Estivadores, dos Operários Portuários em Capatazia (Sintraport), dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Consertadores de Carga, Vigias Portuários, Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia e Trabalhadores de Bloco.

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As operações portuárias na Ponta da Praia causam transtornos aos moradores do bairro

 

“É importante que o prefeito saiba que somos solidários à causa e, por tal, nos colocamos à disposição da municipalidade”, concluiu o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva.

Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, o Governo Federal não deve interferir no cotidiano da Cidade. “A movimentação de cargas naquela extremidade do Porto vem causando sérios transtornos aos moradores, sem falar nos impactos socioambientais causados ao bairro da Ponta da Praia e alguns outros limítrofes”.

A opinião é reforçada pelo presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora. “A qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente devem estar rigorosamente alinhados ao progresso e ao desenvolvimento da atividade portuária”, ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Conferentes, Marco Antônio Sanches, considera o prefeito correto em defender a população. “É evidente que os avanços do Porto estão diretamente ligados ao crescimento da Cidade. E a proliferação de prédios naquela região é um claro exemplo disso”. Para o dirigente, as partes devem buscar o diálogo na tentativa de colocarem um ponto final na disputa.

Em entrevista a A Tribuna publicada no último domingo, o ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, afirmou que manterá o diálogo com o Município e continuará buscando reduzir os impactos das operações portuárias na região.

Fonte: A Tribuna