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Efeito do IPI impacta resultados de nacionais e importados

Apesar do arrefecimento da economia, o setor automotivo ainda sente os reflexos da euforia da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), incluindo os importados. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, as importações de veículos cresceram 12,1% na comparação anual. As vendas de veículos nacionais também aumentaram em 5,5% na mesma base de comparação.

“No primeiro bimestre, tivemos o melhor desempenho de nossa história para o período”, afirmou ao DCI o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. Porém, ele destacou que os números foram prejudicados com o atraso do financiamento do BNDES para bens de capital, o PSI-Finame.

O bom momento vivido pelas fabricantes nacionais também se refletiu entre as marcas importadas. Segundo divulgou a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) nesta terça-feira, os emplacamentos de importados atingiram 17,7 mil unidades de janeiro a fevereiro, sendo 8,3 mil no último mês.

Já o aumento expressivo da produção reportado pela Anfavea, em fevereiro, não foi suficiente para reverter os números do bimestre. No mês passado, foram produzidos 281,4 mil veículos, aumento de 16,9% na comparação anual. Porém, com este resultado, a produção acumula queda de 2,7% nos dois primeiros meses do ano sobre igual período de 2013, para 518,6 mil unidades.

A produção foi parcialmente afetada pela queda de 24% das exportações no primeiro bimestre. O resultado foi consequência da restrição das importações na Argentina, destino de quase dois terços das vendas externas brasileiras. “Temos a expectativa de que os governos dos dois países se reúnam até o fim da semana e resolvam essa questão”, disse Moan. “Ainda temos dez meses pela frente para avaliar se essa situação deverá alterar nossas projeções, mas temos plena convicção de que o quadro deverá se normalizar”, complementa.

O nível de estoques da indústria subiu de 31 dias, em janeiro, para 37 dias em fevereiro. Porém, Moan considera este volume como “algo dentro da normalidade” devido ao grande número de montadoras e modelos.

Perspectivas

O vice-presidente da Abeifa, Marcel Visconde, é cauteloso ao falar de projeções. “A ideia é que nós possamos perseguir os números do ano passado, mesmo observando as dificuldades que vão ser vistas ao longo do ano, como a redução dos dias úteis, um ambiente político mais difícil e a Copa”.

Já o dirigente da Anfavea mantém a projeção de aumento de 1,1% das vendas para este ano, contando que o destravamento do leasing(aluguel com opção de compra ao final do contrato) seja liberado em breve.

“Entendemos que as inseguranças jurídicas que permeavam o leasing não existem mais”, diz Moan. O executivo acredita que, até o final do ano, a participação desta modalidade de crédito nas vendas totais suba dos atuais 2% para 25%, principalmente com foco em pessoa jurídica.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria