Os investimentos anunciados pelas concessionárias dos trechos ferroviários que ligam a região central do Brasil até o Porto de Santos têm de ser ampliados, a fim de que o modal possa atender a demanda crescente do mercado. É preciso modernizar e ampliar radicalmente a estrutura. A opinião é do professor João Alexandre Widmer, do Departamento de Engenharia de Transportes, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP).
Widmer desenvolve estudos sobre o modal ferroviário e a importância dos trilhos para o desenvolvimento equilibrado da economia nacional. “Temos uma estrutura que foi pensada para a segunda metade do século XX. Portanto, é normal hoje identificarmos uma série de problemas no serviço fornecido pelas concessionárias”, afirma o especialista.
Segundo o pesquisador, as empresas, nas últimas duas décadas, preocuparam-se em investir em maquinário rodante e não na estrutura por onde ele vai passar.
Entre os principais gargalos identificados por Widmer durante suas pesquisas, estão a falta de duplicação da linha existente entre o Centro-Oeste e o planalto paulista. Segundo ele, é inaceitável os trens, que trafegam em mão dupla, terem ainda que aguardar passagem nos pátios de manobra.
Fonte: A Tribuna