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Porto de Santos atualizará Plano de Desenvolvimento e Zoneamento

Um novo planejamento para atender ao crescimento do Porto de Santos será iniciado, nos próximos dias, por um grupo formado por técnicos da Secretaria de Portos da Presidência de República (SEP) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Trata-se da atualização do plano mestre do cais santista, que servirá de base para a elaboração de um novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) de todo o complexo portuário.

Enquanto o plano mestre é um instrumento de planejamento, que inclui ações futuras, com base no crescimento do Porto e de suas atividades, o PDZ é operacional e se refere à distribuição e eficiência portuária. Ambos precisam estar alinhados, no entendimento da SEP, com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), amparado na Lei nª 12.815, a nova Lei dos Portos.

O objetivo dos estudos é melhor operacionalizar os portos brasileiros e garantir o escoamento de toda a produção nacional. A ideia é que, em Santos, o trabalho possa determinar não só o potencial de crescimento do cais e das instalações, mas também o tipo de carga a ser movimentada em cada região, nas duas margens do porto santista.

De acordo com o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Claudio Santana Montenegro, o novo PDZ irá estabelecer novos critérios de acompanhamento sobre o desempenho das operações dos terminais arrendados.

Isto significa dizer que as instalações precisarão alcançar índices mínimos de produtividade. Caso contrário, a Autoridade Portuária será responsável por apontar as mudanças necessárias nas operações e nas estruturas.

Os dados obtidos serão utilizados para a concepção de um futuro conjunto de arrendamentos no porto santista, com base no novo zoneamento. “Com a confecção do plano mestre em conjunto, o PDZ ficará alinhado aos planos governamentais”, explica o diretor da Codesp.

Atualização

O último estudo deste tipo foi realizado em 2010 e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre outras coisas, ele apontou uma demanda de 230 milhões de toneladas para 2024.

Apesar disso, vigora ainda o PDZ realizado em 2006, elaborado por técnicos da Codesp, após a realização de audiências públicas envolvendo agentes portuários, governos municipais e estadual, além de demais setores da sociedade civil.

Nos anos posteriores, outros planos foram realizados, mas não vigoraram. Os documentos permanecem em trâmite na Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq) e na própria SEP.

A expectativa da Docas, no entanto, é de que essa atualização, prevista para ser concluída este ano, possa ser aprovada e implementada, principalmente para atender a demanda já prevista para os próximos anos no Porto de Santos.

Fonte: A Tribuna