Três navios procedentes da Nigéria, país no Oeste da África onde há casos de ebola, chegaram ao Porto de Santos nesta terça-feira (16). Eles partiram de Lagos, principal cidade da nação, para carregar granéis no cais santista.
Nesta terça-feira (16), a embarcação Paros, vinda do Porto de Matadi, no Congo, que também foi atingido pela doença, concluiu um carregamento na Margem Esquerda (Guarujá).
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2.461 pessoas morreram de ebola e 4.985 foram contaminadas. Libéria, Guiné, Serra Leoa, Nigéria e Congo são os países afetados.
O Governo considera pequena a possibilidade de o vírus chegar ao Brasil através de algum marítimo. Mas a Anvisa afirma que, nos portos, reforçou a fiscalização de embarcações vindas de áreas afetadas.
Dos três navios que chegaram ontem (16), apenas um deles recebeu a Livre Prática (documento que atesta as condições sanitárias do cargueiro e autoriza sua atracação). Trata-se do Mandarin Hantong, que carregará 43.218 toneladas de açúcar a granel no Armazém 19, da Rumo Logística.
O outro cargueiro é o Desert Symphony, cuja documentação já está sendo analisada pela Anvisa. Ele chegou ontem às 5h15 e embarcará 48.400 toneladas de açúcar a granel no mesmo terminal. O terceiro navio que fundeou na barra é o Marielle Bolten.
Ele ainda não tem agência marítima nomeada e, por isso, não solicitou a Livre Prática à Anvisa. O Paros atracou no Terminal de Exportação de Açúcar de Guarujá (Teag) na última segunda-feira e, ontem, concluiu o carregamento de 20 mil toneladas da commodity.
Simulado
O Ministério da Saúde realizou, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, uma simulação para casos de passageiros com suspeita de ebola em voos internacionais. O objetivo é testar o planejado pelos técnicos para situação real da doença.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, garantiu que, após a chegada de voos internacionais, todos são entrevistados para saber os tipos de contato que tiveram. O passageiro infectado seguirá para o Hospital Emílio Ribas, considerado referência em São Paulo.
O primeiro exercício desse tipo ocorreu no Aeroporto do Galeão (RJ). A próxima simulação será em um porto.
Fonte: A Tribuna