Mergulhadores da Marinha do Brasil iniciaram ontem uma inspeção no batelão Valongo, que, em janeiro de 2010, naufragou no costão rochoso de Ponta Grossa, em Guarujá, onde está até hoje. Os trabalhos vão identificar os riscos à segurança dos próprios mergulhadores durante a futura retirada de partes da embarcação, determinada pela Justiça Federal.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Bandeirantes Dragagem, que usava o batelão (barco com amplos porões, utilizado no transporte dos sedimentos dragados) no momento do acidente, são as responsáveis pela remoção. Elas ainda devem monitorar a água na região, para evitar alguma poluição durante a extração da embarcação. Em caso de descumprimento, vão arcar com uma multa diária de R$ 50 mil.
Apesar da decisão judicial, a Bandeirantes Dragagem apresentou um parecer de uma empresa contratada, apontando riscos à segurança dos mergulhadores durante a retirada das peças do batelão. Tanques de óleo diesel e de combustível do gerador, o hélice, bombas de incêndio, a máquina do leme e molinetes são os itens que deverão ser removidos, segundo a Justiça.
Os riscos envolvidos na operação serão avaliados pela Marinha. Na última terça-feira (16), quatro mergulhadores da Armada chegaram ao cais santista. Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo, o grupo mergulhou durante a tarde, mas não conseguiu localizar o batelão devido às condições de visibilidade – bastante prejudicadas a 12 metros de profundidade. Os trabalhos continuam nesta quarta-feira (17). O Valongo colidiu sua proa (frente) em rochas submersas na região de Ponta Grossa, em Guarujá. Não houve vítimas ou dano ambiental.
Fonte: A Tribuna