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Porto de Santos fará simulação de chegada de navio com tripulantes infectados

O Porto de Santos realizará um simulado da chegada de um navio com tripulantes infectados pelo vírus ebola. A data do exercício será definida nesta sexta-feira (26). Segundo o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Antonio Maurício Ferreira Netto, falta apenas a definição do escopo da atividade, por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A doença já deixou 2.917 mortos no Oeste da África, em 6.263 casos, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na última quinta-feira (25). Libéria, Guiné, Serra Leoa, Nigéria e Congo são os países onde foram declaradas epidemias. Estimativas apontam que 20 mil pessoas correm risco de infecção dentro de seis semanas.

Por conta da multiplicação dos casos na África e da constante vinda de cargueiros daquela região ao cais santista, o Grupo Executivo Interministerial (GEI), coordenado pelo Ministério da Saúde, decidiu fazer um simulado no Porto. Exercício semelhante já foi realizado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

A informação sobre o treinamento foi anunciada na última quinta-feira (25), durante a reunião mensal do CAP, pelo presidente do Conselho – que é diretor do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária da Secretaria de Portos (SEP).

Segundo Ferreira Netto, técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e da SEP já se reuniram para tratar dos procedimentos para conter a doença. Nesse encontro, houve uma atualização de protocolos e foi feito um check-list de tudo o que precisa ser feito para garantir o atendimento a um tripulante infectado pelo ebola. “É o que chamamos de simulado de mesa para a harmonização de pandemias, em que nos concentramos na atualização dos protocolos”.

O presidente do CAP explicou que o exercício no Porto irá simular a chegada de um navio com tripulantes infectados. E os doentes terão de ser retirados antes da atracação do navio, com ele ainda fundeado na Barra de Santos. “O importante é que esse simulado aconteça o mais rápido possível. Com um caso suspeito em navio, a ideia é testar rota de fuga e o resgate dessa pessoa”, disse.

Remoção

A forma como será feita a remoção dos tripulantes infectados não foi definida. Três possibilidades são avaliadas. A primeira é tentar a retirada com um helicóptero, mas ainda não se sabe se a maca especial cabe na aeronave.

A segunda opção é utilizar lanchas e a terceira é permitir a atracação da embarcação para a retirada em segurança por via terrestre.

Se o uso de lanchas ou helicópteros for considerado inviável, a alternativa será atracar o navio para a remoção do paciente suspeito. Neste caso, o prático deverá ir a bordo para realizar a manobra.

Por isso, também serão feitos testes para verificar se os profissionais conseguirão executar suas atividades com o uso de equipamentos individuais de proteção. Um macacão especial, óculos de proteção, luvas e botas impermeáveis são utilizados para evitar contaminações.

Fonte: A Tribuna