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Departamento Hidroviário abre licitação para obras na eclusa de Bariri

O Departamento Hidroviário (DH) do Estado publicou o edital para a licitação das obras de implantação do atracadouro de espera da eclusa de Bariri, que integra a Hidrovia Tietê-Paraná. A obra está orçada em R$ 40,6 milhões e, conforme seu projeto, vai agilizar o transporte de cargas na via fluvial.

A hidrovia é um dos principais elos logísticos na cadeia de transporte do Porto de Santos, auxiliando no escoamento de cargas entre os terminais do complexo marítimo e o Interior de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Bariri fica nas proximidades de Jaú, na região central do Estado.

As empresas interessadas em participar do processo licitatório devem apresentar suas propostas no próximo dia 2, às 9h30, no auditório do Departamento de Estradas de Rodagem (DER, na Avenida do Estado, no 777, 5° andar, na Capital). O edital pode ser retirado gratuitamente pelo site www.transportes.sp.gov.br ou na sede do DH, que fica no mesmo prédio do DER, mas no 1º.andar.

De acordo com o projeto da obra, os atracadouros serão construídos próximos à eclusa, de modo a agilizar as manobras necessárias para os comboios ultrapassarem o desnível da barragem. Atualmente, essas embarcações são desmembradas e recompostas, em pontos de espera distantes, para passarem pelas eclusas.

A vencedora da licitação deverá concluir o serviço em 12 meses, contados a partir da assinatura da ordem de serviço pelo DH. A implantação do atracadouro integra o pacote de obras de R$ 1,5 bilhão para melhorar a navegação e ampliar a capacidade de transportes da Hidrovia Tietê-Paraná.

O programa é realizado pelo Estado em parceria com o Governo Federal – através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).

ESTIAGEM

A estiagem prolongada dos últimos meses, em São Paulo, levou à suspensão da navegação em vários trechos da Hidrovia Tietê-Paraná, no Estado. Segundo especialistas em logística, o prejuízo já chega a R$ 30 milhões. A recente falta de chuva reduziu a profundidade dos rios e ainda origina outro fator, que piora a situação.

Com a seca, as hidrelétricas locais – Ilha Solteira e Três Irmãos – passam a desviar uma maior parcela das águas que sobraram nos leitos fluviais para suas turbinas, diminuindo ainda mais os níveis da hidrovia

Fonte: A Tribuna