O Porto de Santos tem novos limites para navegação na região onde se localiza grande parte dos terminais portuários, inclusive os conteineiros. Agora, navios com 13,2 metros de calado operacional (distância vertical da parte que permanece submersa) poderão trafegar nos trechos 1, 2 e 3 do canal de navegação, da Barra de Santos até o Armazém 6, no Paquetá. Já desta região até as proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP), podem trafegar embarcações com até 13 metros de calado. Os novos parâmetros foram definidos terça-feira (9).
Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e Praticagem de São Paulo se reuniram na tarde dessa terça-feira(9) para definir os novos calados do Porto. Coube à Autoridade Marítima, após analisar os levantamentos hidrográficos dos trechos 1, 2 e 3 e de parte do trecho 4, sugerir os novos limites à Autoridade Portuária, que passa a praticá-los.
Foram analisadas as profundidades obtidas após dragagens em pontos onde normalmente há registros de assoreamento (deposição de sedimentos, que tornam o canal mais raso). O primeiro deles fica entre as boias 2 e 6, no trecho 1 do canal de navegação. Uma curva localizada próximo ao Armazém 12, no Paquetá, e a região próxima ao Armazém 8, no Valongo, também são locais que costumam ter a profundidade (e consequentemente o calado) reduzida. Neste ano, por conta da estiagem, o problema não foi tão grave, já que as chuvas tendem a assorear ainda mais o canal.
Também foi analisado um levantamento hidrográfico feito após uma dragagem doada pelo Ecoporto Santos, no Saboó, e pela Brasil Terminal Portuário, que fica na Alemoa.
Diante da ineficiência do Governo na realização da obra, as duas instalações se uniram e bancaram o serviço, com o objetivo de garantir igualdade na competição com os demais terminais de contêineres localizados em outros pontos do Porto.
“Com esse levantamento hidrográfico feito pela BTP até a região do terminal, que foi validado pelo CHM (Centro de Hidrografia da Marinha), foi possível chegar a 13 metros de calado”, explicou o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da CPSP.
Nova Análise
De acordo com o oficial, ainda há outro levantamento hidrográfico em análise no CHM. O material se refere a uma dragagem executada pela Codesp em todo trecho 4.
A expectativa agora é de que, com a obra, seja possível ampliar um pouco mais o calado na região onde ficam os terminais de líquidos da Alemoa, onde o limite é o tráfego de navios com até 11,2 metros de calado.
“Hoje (ontem), a Capitania sugere 13,2 metros até o trecho 3, 13 metros até a BTP e mantém 11,2 até a Alemoa, até que seja analisado esse outro levantamento hidrográfico que está no CHM. No final de dezembro ou início de janeiro, podemos ter outros dados para o trecho 4”, explicou o capitão dos portos.
Fonte: A Tribuna