
Porto de Santos respondeu por 79,1% dos embarques
O volume de café exportado pelo Porto de Santos cresceu 20,52% no ano passado, na comparação com o exercício anterior, chegando ao total recorde de 28.720.791 sacas de 60 kg (1,72 milhão detoneladas). Com esse resultado, o cais santista respondeu por 79,1% das vendas externas do produto nacional, considerando tanto aquelas enviadas ao exterior por navios como por caminhões.
A participação de Santos no escoamento da carga mostra que a região acabou concentrando ainda mais as remessas. Em 2013, o percentual escoado pelos terminais locais foi de 75,3%. Os dados integram o Balanço das Exportações 2014 do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado na tarde de ontem.
De acordo com o levantamento, o volume de café exportado pelo Brasil em 2014 também foi recorde, somando 36,32 milhões de sacas de 60 kg. A quantidade representa uma elevação de 14,7% em relação a 2013 inferior ao aumento registrado pelo Porto de Santos. No País, a receita cambial com o produto alcançou US$ 6,576 bilhões, o que corresponde a um aumento de 26% sobre o resultado do ano anterior (US$ 5,219 bilhões).
Em dezembro passado, a exportação brasileira de café registrou uma alta de 4,3% no volume em relação ao mesmo mês de 2013, totalizando 3,12 milhões de sacas. Já a receita cambial apresentou crescimento de 47,3% em relação a igual mês do ano anterior, alcançando US$ 626,955 milhões.
O diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, informou em comunicado que, ao longo do ano, houve um crescimento consistente e estável do volume das exportações brasileiras de café. Isso indicou uma regularidade do fluxo de vendas, não só durante o período de entres safra (janeiro a junho), mas também no primeiro semestre da safra 2014/15, com médias mensais em torno de 3 milhões de sacas.
“Vejo um novo nível de vendas para o café do Brasil, que poderá ser mantido com a normalização da nossa produção”, disse. A participação do café nas exportações totais do País no ano passado foi de 2,9% e no agronegócio, chegou a 6,6%.
Qualidade
Conforme o CeCafé, contribuiu para o ótimo desempenho do setor o volume de venda dos cafés da variedade arábica (29,42 milhões de sacas), novo recorde brasileiro, impulsionado pela boa qualidade da safra, a despeito do volume menor de grãos graúdos, e de estoques remanescentes.
Também foi satisfatório o comportamento das vendas de café conilon, ou robusta, (3,45 milhões de sacas), que tiveram alta de 163 % em relação a 2013. Foi o segundo melhor resultado da história, só comparável com 2002, quando houve recorde de 4,30 milhões de sacas embarcadas.
O CeCafé classifica como “satisfatório” o desempenho da receita cambial no último ano. “O aumento de 26% em relação à receita de 2013 representou importante recuperação, numa conjuntura que se delineava muito desfavorável ao princípio do ano”, informa a entidade.
De acordo com o levantamento, em 2014 o café da variedade arábica respondeu por 81% das vendas do País, enquanto o robusta participou com 9,5%, o solúvel,com 9,4% e o torrado & moído, com 0,1%.
O relatório mostra, ainda, que a Europa importou 55% do total embarcado do produto brasileiro (aumento de 17% em comparação com 2013), enquanto a América do Norte foi responsável pela compra de 24% (alta de 27%), a Ásia por 16% (incremento de 1%) e as demais nações da América do Sul, por 3% (redução de 5%).
Os Estados Unidos lideraram a lista de país e importadores, com a aquisição de 7,19 milhões de sacas (20% do total), seguidos pela Alemanha, com 6,73 milhões de sacas(19%).
Em relação aos portos, após Santos, o complexo marítimo que mais exportou o café brasileiro foi o do Rio de Janeiro. Pelos terminais cariocas, foram embarcados 14,6% do total nacional(5,29 milhões de sacas de 60 kg ou 317,4 mil toneladas).
Fonte: A Tribuna