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À PF, ex-presidente da Codesp nega participação em fraudes

Preso, José Alex Oliva também afirmou não conhecer diversas pessoas investigadas na Operação Tritão

Oliva afirmou que assinava uma média de 10 a 15 contratos por dia.

Em depoimento à Polícia Federal (PF) após sua prisão, o ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) José Alex Oliva negou participação em esquemas de corrupção no Porto de Santos, o Codespgate. Conforme A Tribuna apurou com exclusividade, o executivo também afirmou não conhecer diversas pessoas investigadas e apontou que todas as contratações foram embasadas por pareceres técnicos e jurídicos.

Oliva está entre os sete presos durante a Operação Tritão, deflagrada pela PF no último dia 31. Além dele, também estão detidos o ex-diretor de Relações com o Mercado e a Comunidade Cleveland Sampaio Lofrano, o ex-assessor da Autoridade Portuária Carlos Antônio de Souza, o ex-superintendente jurídico da estatal Gabriel Nogueira Eufrásio e os empresários Mario Jorge Paladino, Joabe Francisco Barbosa e Joelmir Francisco Barbosa.

A PF, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF), identificou fraudes em pelo menos três contratos de prestação de serviços firmados pela Codesp – o de digitalização de documentos com a empresa MC3 Tecnologia, o de serviços de informática com a firma N2O Tecnologia e, também, o pagamento indevido realizado à empresa Domain Consultores, em forma de aditivo contratual.

Logo no início do depoimento, o ex-presidente da Autoridade Portuária negou que Carlinhos, que era seu assessor, atuava diretamente em seu gabinete. Disse ainda que sequer teve qualquer relação com o protagonista de um vídeo em que foram confessadas as fraudes nos processos licitatórios da empresa.

Segundo o executivo, o ex-assessor, demitido logo após a divulgação das imagens, foi uma indicação do deputado federal Marcelo Squassoni (PRB) e prestava serviços para a diretoria de Administração e Finanças da Docas.

Oliva também negou conhecer o autor e pessoas citadas na gravação, como os vereadores de Guarujá Mário Lúcio da Conceição e Gilberto Benzi. Já com relação à Squassoni e o ex-presidente da Câmara de Guarujá, Ronald Luiz Nicolaci Fincatti, afirmou ter apenas encontrado em eventos institucionais.

Sobre os fatos relatados por Carlos Antonio de Souza no vídeo, Oliva, na condição de interrogado, disse não ter conhecimento de nada. Falou que não pretendia e nem tinha conhecimento de direcionamento da contratação de serviços de dragagem para a empresa Terracom, visando operacionalizar o desvio de recursos por meio de superfaturamento de medição.

Fonte: A Tribuna