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Abastecimento de combustíveis nos navios é retomado

O serviço estava interrompido desde quinta-feira(2), quando teve início do incêndio, na Alemoa

O abastecimento de combustíveis nos navios atracados no Porto de Santos foi retomado nesta terça-feira(7). O serviço estava interrompido desde quinta-feira, quando teve início do incêndio que atinge os tanques da Ultracargo, na Alemoa. A decisão foi da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) que, agora, exigem medidas adicionais de segurança durante as operações.

O abastecimento é feito por um navio, o Amanlthia, e por barcaças que pertencem à Transpetro. O serviço foi suspenso porque o carregamento das embarcações com combustíveis acontece no ponto de atracação nº 1 da Alemoa, que fica a cerca de mil metros do local do incêndio.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, que é comandante da CPSP, o abastecimento dos navios atracados foi liberado, mas as exigências de segurança a serem cumpridas serão maiores. A regra visa minimizar os riscos de acidentes, já que todo o efetivo do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) e do Corpo de Bombeiros está focado na contenção das chamas, que já duram sete dias na Ultracargo.

“A avaliação é de que a maior probabilidade de sucesso na contenção de um incêndio é que ele seja debelado no momento inicial. Como todos os recursos já estão sendo utilizados, em caso de algum sinistro, pode ser maior a dificuldade de atendimento. A ideia é estar pronto para que qualquer tipo de emergência no terminal ou no navio seja prontamente combatida”, explicou o oficial.

As exigências variam de acordo com a embarcação que será utilizada. Em todos os casos, técnicos em segurança da Codesp deverão acompanhar os trabalhos.

No caso do Amalthia, a operação só será autorizada caso a Transpetro apresente dispositivos de combate a incêndio prontos para utilização, tanto no navio, como no cais. Neste caso, a empresa também deverá provar que a estação geradora de espuma está abastecida com líquido específico.

Dois rebocadores também precisarão dar apoio ao navio durante as operações. Também é exigida a presença constante de um prático. Tudo para que, caso haja algum problema, o deslocamento da embarcação seja imediato. Além disso, a Transpetro também deverá apresentar um ofício em que o armador autorize os trabalhos.

Já no caso das barcaças, além dos equipamentos de combate a incêndio, um rebocador deverá prestar apoio constante.

Operações

As embarcações poderão ser carregadas com combustíveis no ponto 1 da Alemoa. No caso do Amalthia, que tem maior capacidade de transporte, esta operação pode durar até 12 horas. De acordo com a Autoridade Marítima, as demais operações da Transpetro deverão ser avaliadas caso a caso, levando em conta o tipo de carga transportada.

Fonte: A Tribuna