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ABTP discute condições da mão de obra portuária no Brasil

Associação defendeu a adoção das diretrizes da Convenção 137 da OIT e a necessidade da adequação do contingente de trabalhadores avulsos

A ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários) discutiu em evento com empresários do setor, o cenário atual da condição da mão de obra portuária no Brasil, tendo como base a Convenção OIT 137, sobre trabalho portuário, ratificada pelo Brasil desde 94. O país conta atualmente com 50 mil trabalhadores portuários entre funcionários das Administrações Portuárias (Companhias Docas), funcionários dos terminais portuários e aqueles registrados ligados aos Ogmo (Órgãos Gestores de Mão de Obra). Do total da força de trabalho ligada aos OGMOs, uma parcela representativa tem baixa escolaridade: 39% têm ensino fundamental e médio incompleto. A ampla maioria está acima de 40 anos, representando 78% do universo total. 

A associação defendeu a adoção das diretrizes da Convenção 137 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da qual o Brasil é parte, e a necessidade da adequação do contingente de trabalhadores avulsos, cerca de 26 mil profissionais, às demandas atuais e futuras dessa mão de obra nos portos, que tendem a ser menores. Ela também defendeu a capacitação permanente do trabalhador portuário, com ênfase na multifuncionalidade, preparando-os para operar os equipamentos modernos dos portos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no comércio exterior. Além disso, incentivou a aposentadoria e a negociação regional.

Segundo o presidente da ABT, Wilen Manteli, os portos precisam aumentar sua competividade e produtividade e para isso se faz necessário repensar um modelo de relações trabalhistas, pensado há 30 anos atrás. “O novo marco regulatório, que poderia ter corrigido as distorções e flexibilizar mão de obra, não o fez. Só existe uma saída: o governo fazer papel dele e avaliar a real necessidade dos trabalhadores avulsos nos portos,conscientizar-se de que porto requer, cada vez mais, trabalhadores de conhecimento, incentivar aposentadoria e estimular negociação regional”, afirmou.

O representante da OIT, Natan Elkyn, especialista do Departamento de Normas Internacionais de Trabalho da OIT, defendeu, em linhas gerais, que as novas tecnologias no processamento das cargas não devem prejudicar os trabalhadores portuários; mas concordou, também em linhas gerais, que os pleitos da bancada patronal estão de acordo com o espírito da Convenção 137, da OIT.

Fonte: Guia Marítimo