Banner página

Notícias

Notícias

Adiada entrega de parte do Trecho Leste do Rodoanel

N/A

O Rodoanel facilita o transporte de cargas até o Porto

 

Nem mesmo a falta de chuva em pleno verão foi suficiente para recuperar o atraso nas obras do Trecho Leste do Rodoanel de São Paulo. Até a entrega parcial do trajeto entre o Trecho Sul, em Mauá, e a Rodovia Ayrton Senna, prevista para a última segunda-feira, foi adiada para maio pela concessionária SPMar, responsável pela construção. A inauguração do percurso completo, com os 48,8 km até a Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, continua prevista apenas para o fim deste semestre.

O Rodoanel, que já tem os trechos Sul e Oeste concluídos, é estratégico ao Porto de Santos, ao facilitar o transporte de cargas entre o Interior do Estado e o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o principal acesso rodoviário ao cais santista. O anel rodoviário cria uma via expressa ao redor da malha urbana da Grande São Paulo, evitando que as cargas tenham de atravessar a Capital, enfrentando seu conturbado trânsito, para entre as zonas produtoras e o complexo marítimo.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que fiscaliza as concessionárias de rodovias paulistas, informou que técnicos farão uma inspeção em todo o percurso do Trecho Leste para verificar o porcentual de obras atrasadas e calcular a multa que será aplicada à SPMar. Pelo contrato, o percurso deveria ser entregue completo nesta semana, sob pena de multa diária de R$ 417 mil proporcional ao porcentual que ainda não foi executado.

No mês passado, a SPMar havia concluído cerca de 75% da obra, iniciada em março de 2011, quando a empresa assinou o contrato casado com a concessão por 35 anos do Trecho Sul, onde opera cobrando pedágio. O documento prevê um cronograma de metas que deveriam ser atingidas nos três anos de execução da obra do Trecho Leste. Segundo a Artesp, cerca de R$ 100 mil em multa foram aplicadas à SPMar por causa do atraso na apresentação de projetos e mais de 60 notificações foram emitidas.

Inacabado

Em novembro do ano passado, as autoridades estaduais já reconheciam que o Trecho Leste estava atrasado e que seria inaugurado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) incompleto, com apenas 35,8 km (pouco mais do que 73% da extensão total). Em sobrevoo feito por toda a extensão do percurso, era possível constatar que as partes mais problemáticas eram os oito quilômetros entre as rodovias Ayrton Senna e Dutra, em Arujá, e a passagem sob a linha férrea entre as cidades de Mauá e Ribeirão Pires, na região do ABC.

A SPMar afirmou que os dois pontos foram prejudicados com a demora nas autorizações para executar obra nos dois locais, respectivamente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela concessionária ferroviária MRS Logística. O investimento total da concessionária na construção do Trecho Leste ultrapassa os R$ 3,2 bilhões.

“Considerando-se todas as atividades envolvidas, desde a obtenção das licenças ambientais até o desenvolvimento de projetos específicos de transposição de áreas alagadas e de interferências, como dutos por exemplo, o Trecho Leste terá sido concluído em tempo recorde: cerca de 40 meses e mais de mil metros construídos por mês, 40% mais eficiente que outras obras de igual categoria”, afirmou a SPMar em nota divulgada na última sexta-feira.

Fonte: A Tribuna