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Ameaça de atentado a Consulado chinês em SP não terá impacto nas relações Brasil-China, diz consultor

Brasília – A  ameaça de um atentado contra o Consulado da China em São Paulo, alvo da Operação “Pronta Resposta”, realizada hoje (24) pela Polícia Federal e que resultou na apreensão de equipamentos na residência do investigado é, de fato, um ponto de atenção que deve ser acompanhado no contexto das relações entre o Brasil e a China, mas como o atentado não chegou a ocorrer e houve uma ação preventiva da Polícia Federal, é possível que essa ameaça não tenha impacto no relacionamento sino-brasileiro. A declaração foi prestada por Josemar  Pessoa, especialista em Comércio Exterior da Barral MJorge Consultores Associados.

Na avaliação do especialista, “o Brasil possui relações fortes com a China, relações  comerciais estabelecidas. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e é importante pontuarmos que no primeiro semestre deste ano , de acordo com os dados do Ministério da Economia, houve um crescimento de 14% nas exportações brasileiras para a China e isso significa que apesar de alguns pequenos incidentes diplomáticos registrados,  a China é um relevante mercado para as exportações brasileiras e o Brasil está cada vez mais se consolidando como um importante fornecedor de produtos agrícolas para a China”.

Josemar Pessoa destacou que “além disso, fazendo uma correlação entre as tensões comerciais China-EUA, que aumentaram ao longo deste ano e vêm desde o início da presidência de Donald Trump  essas tensões cresceram bastante, a China havia se comprometido a importar mais produtos agrícolas americanos, o que poderia afetar as exportações brasileiras, mas isso não ocorreu demonstrando que os consumidores chineses possuem bastante interesse nos produtos brasileiros, principalmente na soja”.

Para o consultor da Barral MJorge, da mesma forma, as ações implementadas pelo governo chinês após uma possível detecção do novo coronavírus em um embarque de carne de frango exportada pelo Brasil, também não devem impactar o forte relacionamento comercial sino-brasileiro.

Segundo ele, “esse foi um acontecimento pontual. Antes do ocorrido, a China havia solicitado que o governo brasileiro suspendesse algumas plantas que  exportavam carnes para a China, e o fez em um gesto diplomático. A China poderia fazer essa suspensão  mas ela pediu que o governo brasileiro a fizesse, demonstrando as boas relações que existem entre os dois governo, porque o Brasil é um importante fornecedor de produtos agrícolas para a China”.

Josemar Pessoa procurou minimizar os possíveis efeitos do episódio nas relações bilaterais afirmando que “a detecção do vírus é apenas  uma preocupação chinesa  com uma segunda onda do coronavírus no país e os impactos econômicos que isso teria e não significa necessariamente algum tipo de retaliação comercial. O que não é o caso do embargo imposto pelas Filipinas aos produtos brasileiros porque foi uma medida sem bases científicas e técnicas enquanto o acontecimento na China foi fruto de uma preocupação do governo chinês com o início de uma segunda onda de coronavírus no país”.

 

Fonte: Comex do Brasil