Portos do País operaram 1,007 bilhão de toneladas em 2015
O recorde de movimentações portuárias registrado em 2015 deverá ser batido novamente neste ano, informou o diretor- geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia. A expectativa dele e de outros diretores da agência foi manifestada na quinta-feira (18), em meio a um balanço sobre os números apresentados pelo setor.
De acordo com a Antaq, em 2015 os portos brasileiros movimentaram 1.007.542.986 bilhão de toneladas. O número é % maior do que o registrado em 2014. “Com isso, a participação brasileira na movimentação marítima internacional (que em 2015 chegou a 20 bilhões de toneladas) ficou em 3,8%”, disse o diretor-geral.
Segundo Povia, a ligeira diferença entre os números apresentados pela Antaq e os apresentados pela Secretaria de Portos se deve à variação que é registrada semanalmente pelas bases de dados usadas pelos dois órgãos.
“Nossa expectativa é que, em 2016, o recorde seja novamente batido. Estou bastante convicto disso”, disse Mario Povia. Segundo ele, “um conjunto de fatores extraportos” deve contribuir para o novo recorde. “Estamos dotando o País de estruturação. Nossa expectativa é que a melhoria no modus operandi das ferrovias também contribua para isso”.
Para o diretor, esse crescimento de 4% nas movimentações portuárias, obtido em meio a um Produto Interno Bruto recuado, se deve “em primeiro lugar”, ao fato de, agora, o País dispor “de uma infraestrutura que melhor responde às demandas”. Em segundo lugar, Povia aponta “o favorecimento cambial para exportação de commodities”; e em terceiro lugar, a safra brasileira, que ano a ano vem apresentando resultados bem positivos.
“O mercado de commodities agrícolas certamente continuará forte, com previsão de chuvas e de maior produtividade. A expectativa é de uma boa movimentação de granéis e vegetais. A de celulose também está indo muito bem, a exemplo dos minérios. Os (produtos) siderúrgicos terão incremento e o agronegócio, com a entrada de fertilizantes, deverá ficar mais forte. Já os contêineres dependerão da economia, que a meu ver deverá ser menos ruim do que em 2015”, argumentou o diretor.
Povia explica que a crise pela qual passa o País pode favorecer mudanças nas operações “feitas por meio de uma estruturação, que está cada vez mais forte”. “Por exemplo, as empresas (de logística) do setor rodoviário poderão fazer as contas e concluir que o escoamento de cargas pode ficar mais barato pelo modal aquaviário, inclusive de cabotagem. Tudo são janelas de oportunidades que surgem”.
Analisando os números do balanço, o diretor-geral da Antaq ressaltou que a queda no número de atracações (-7,7%) representa uma “boa notícia”, já que indica maior produtividade.
Fonte: A Tribuna.