Cargueiro estava retido desde terça-feira, pois africano foi diagnosticado com malária
O navio Saturnus foi liberado para operações ontem. Ele estava retido no Porto de Santos após a detecção de um caso de malária a bordo – o infectado é um clandestino de 22 anos, encaminhado para o Hospital Beneficência Portuguesa. Também nesta quinta-feira (19), foi descoberto que o comandante da embarcação tem a doença, mas não apresenta sintomas. Os outros 20 tripulantes do cargueiro não foram contaminados.
As informações são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela certificação da Livre Prática, que é o documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e autoriza as atracações. O cargueiro foi liberado após dedetização.
Assim, o carregamento de pouco mais de 48 toneladas de açúcar no cais do Armazém 16 já pode acontecer. A previsão é de que os trabalhos sejam iniciados hoje e durem, pelo menos, 36 horas. Depois, a embarcação seguirá para o porto de Jebel Ali, ao lado de Dubai, nos Emirados Árabes.
O navio Saturnus chegou ao complexo marítimo santista na última terça-feira com um clandestino a bordo. Neste caso, o protocolo da Anvisa prevê a realização de exames de sangue, que constataram o diagnóstico de malária.
O rapaz veio de uma região endêmica e, por isso, foi submetido aos testes de saúde, que também foram realizados em todos os tripulantes. O camaronês embarcou escondido entre sacas de arroz durante operação no cais de Duala, na República de Camarões.
Em depoimento à Polícia Federal, o comandante do Saturnus informou que encontrou o clandestino no último dia 4. O rapaz afirmou ser estivador em seu país de origem e confessou estar escondido no forro do teto de um dos compartimentos sociais da embarcação.
Por este motivo, o navio açucareiro ficou atracado provisoriamente no Terminal 37 do cais santista, até que as autoridades investigassem o caso. Os antecedentes do camaronês, assim como sua identidade, serão confirmadas com o consulado do país de origem. Dependendo do que for constatado, ele poderá ser enquadrado como refugiado. Do contrário, será deportado para a África.
Fonte: A Tribuna.