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Após fechar acordo com a China, Trump diz que há negociações com outros países

Presidente dos Estados Unidos fez um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no qual afirmou que o seu país passa por um boom econômico.

 

Donald Trump disse que os acordos comerciais que os Estados Unidos fizeram na sua gestão são a principal mudança da sua gestão em relação aos antecessores, e que ele está em negociação com outros países. Ele discursou nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O fórum é um encontro anual que reúne líderes políticos e empresariais. Em seu discurso, Trump listou melhoras em indicadores econômicos do seu país e falou dos acordos comerciais como suas vitórias.

Trump foi ao encontro no mesmo dia em que tramita, no Senado dos EUA em Washington, o julgamento de seu impeachment, mas não fez nenhuma menção ao processo.

Ele citou o fato de que na mesma semana foram fechados dois acordos comerciais –um deles com a China, o outro, com o Canadá e o México.

A maior mudança de sua gestão em relação às anteriores é justamente no comércio, afirmou ele. No passado, segundo ele, os EUA perdiam empregos e fábricas com os acordos, e a China desrespeitava regras internacionais. “Nossos líderes não haviam feito nada. É o motivo pelo qual concorri [à presidência], não entendia por que perdíamos empregos para outros países a um ritmo tão acelerado.”

A China, segundo ele, torpedeava o comércio para todos, “mas ninguém fazia nada; sob minha liderança, atacamos o problema de frente”.

O pacto assinado pelos EUA e pela China, afirmou, inclui medidas para proteger propriedade intelectual, parar com a transferência forçada de tecnologia, força o país asiático a abrir seu setor financeira e o obriga a manter um câmbio estável.

Ele previu que os chineses vão gastar US$ 200 bilhões com produtos e serviços americanos, mas que “pode terminar perto de US$ 300 bilhões quando terminar”.

Trump citou possíveis acordos comerciais com Japão, Coreia do Sul e com o Reino Unido. Ele disse também que os EUA “estão negociando com outros países”.

 

Indicadores de emprego e renda

Uma parte do discurso foi dedicada a indicadores econômicos dos EUA.

Ele fez menções à política fiscal –disse que cortaram impostos– e monetária: Trump fez uma crítica, ao dizer que os juros sobem rapidamente, mas caem vagarosamente.

O presidente dos EUA citou melhoras nas taxa de desemprego e mudanças nos níveis de empregos em populações específicas, como afro-americanos, mulheres, pessoas com ensino médio completo etc.

Trump afirmou que seu país passa por um boom econômico, que ele qualificou como sendo do trabalhadores–ele empregou o termo “colarinho azul”, que é uma referência a uniforme.

“O sonho americano voltou, mais forte do que nunca. Nós criamos 1,2 milhão de empregos de indústrias. Os EUA ganharam 12 mil novas fábricas, e o número está crescendo”, disse o líder dos americanos.

 

Indiretas para os inimigos

O presidente dos EUA não citou nenhum de seus críticos por nome, mas fez menções indiretas a eles. Antes de anunciar que o pais aderiu a uma iniciativa global para plantar um trilhão de árvores, disse: “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição, esse não é o tempo de pessimismo, é o tempo de otimismo”.

Trump também disse que os EUA “nunca deixarão socialistas radicais dominarem nossa economia”, e fez elogios à iniciativa privada.

 

Fonte: G1 Economia