Após um ano de queda na movimentação, a primeira desde 1992, autoridades previam grandes investimentos para o crescimento e expansão do complexo neste ano. Entre os planos, estão a dragagem do canal de navegação, a concessão dos terminais, o projeto Santosvlakte e obras de acesso.
Porém, com o cenário econômico negativo no País, cortes em investimentos foram feitos. A redução chegou a 71,3% no volume que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) poderá fazer neste ano, na comparação com o valor previsto para 2014.
Para crescer, a chegada de embarcações de grande porte é necessária e, para isso, a dragagem do canal de navegação está sendo licitada, aprofundando o canal (parte central) do estuário e das bacias de acesso aos berços de atracação – que hoje têm, em média, 15 metros – para 15,4 ou 15,7 metros.
Os acessos internos também estão sendo discutidos: a melhora da Avenida Perimetral na margem direita (Santos,) e a expansão da via na margem esquerda (Guarujá); e a passagem rodoviária subterrânea do Valongo, conhecido como Mergulhão, que deverá ficar atrás do prédio da Alfândega de Santos. Por ele, vão trafegar veículos comerciais, e o nível das ruas será reservado para a movimentação de trens e acesso ao cais.
Em relação aos terminais, as concessões aguardam aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). Locais como a Área Continental de Santos e Guarujá devem receber novos terminais. O projeto de expansão do complexo também está em pauta, com a construção de terminais de águas profundas no exterior da Baía de Santos, chamado de Santosvlakte.
O nome é uma referência à Maasvlakte, área de expansão do Porto de Roterdã, na Holanda. Seguindo o exemplo, a Codesp planeja aterrar uma área no exterior da Baía de Santos ou na costa da região e erguer novos terminais nesse local.
O projeto já teve inicio, com a parceria entre a Codesp e a Universidade de São Paulo (USP), válida por 25 anos. A instituição de ensino pesquisará os fenômenos estuarinos, oceânicos e meteorológicos da Baía de Santos e de áreas próximas, como as condições das marés, das correntes e dos ventos. Também será responsável pelo treinamento de funcionários da Autoridade Portuária, que estudarão como iniciar o projeto de expansão.
Fonte: A Tribuna