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Armadores poderão participar de reuniões da Conaportos

O Centro Nacional de Navegação (Centronave), que representa as armadoras (transportadoras marítimas) em atuação no Brasil, poderá participar das reuniões da Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). O convite foi feito pelo diretor de Infraestrutura e Serviços da Codesp, Paulino Moreira da Silva Vicente, após pleito do diretor-executivo da entidade, Cláudio Loureiro, durante o primeiro painel da última quarta-feira, da 12ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.

Loureiro pediu uma maior atuação dos participantes do Conaportos. Isto porque, segundo ele, a unidade nacional da entidade se reuniu apenas uma vez neste ano. Além deste pleito, o diretor-executivo fez três sugestões para aumentar a competitividade no Porto.

Um dos pontos defendidos pelos armadores foi a mudança no modelo de contratações do Governo. Outro foi a criação de incentivos para a formação de empresas brasileiras de dragagem. Para isso, ele aposta na retirada de empecilhos legais que oneram os serviços.

“Os armadores não aguentam mais operar sem transparência e sem previsibilidade”, falou o representante da Centronave. Um exemplo citado por ele foi o questionamento das armadoras com relação à definição do calado (distância máxima entre a linha d’água e o fundo de uma embarcação) operacional do cais santista.

Durante o painel da última quarta-feira, o secretário-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Miller, também defendeu planejamento e transparência nas decisões do setor portuário.

“O que a gente espera é que o planejamento contemple essa nova realidade. Porque se eu vou passar a atender navios de 366 metros com a nova geografia do canal do Panamá, eu já tenho que estar me preparando para este momento. De repente não são mais 15 (metros de profundidade) que eu preciso e, sim, de 16, 17 metros, para ter o calado de 14,5 metros”, destacou Miller.

Já o presidente da Praticagem de São Paulo, Paulo Sérgio Barbosa, afirmou que a profundidade deveria ser maior no Porto de Santos. Assim, segundo ele, embarcações de grande porte poderiam utilizar toda a sua capacidade de carregamento. “O assoreamento não espera que a contratação seja feita para a dragagem. Seria preciso um calado de 18 metros”.

Fonte: A Tribuna