Para executivo da Mercedes Benz, os desafios do mercado brasileiro passam por um acerto no nosso senso de transporte
Andrezza Queiroga
“Precisamos acertar nosso senso de transporte como um todo para o País crescer”. A Afirmação é do gerente de marketing do produto caminhão da Mercedes Benz, Marcos Andrade, ao ser questionado sobre a atual matriz de transportes do Brasil. Segundo ele, é preciso acertar o uso de cada modal e o ideal é que o caminhão seja usado em distâncias de até 500 KM, porém, ele adianta que a predominância do rodoviário deve ser uma realidade no mercado brasileiro. “O caminhão é flexível e temos um país com cidades e logísticas muito diferentes e o veículo sobre rodas pode se adaptar e atender a cada exigência, bem como é capaz de entregar e buscar a carga em toda e qualquer cidade”, explica.
De acordo com o executivo, cada vez mais o mercado necessita de soluções para o transporte de mercadorias, por isso que os Vucs (Veículos Leves de Carga) tem ganho espaço. “Precisamos nos adaptar às restrições quanto à circulação do caminhão na grande cidade e, o transporte não pode parar, tem que optar por alternativas. É aí que aparece os Vucs”, diz. O uso do veículo, porém, enfrenta desafios, já que não há uma norma federal que padronize a circulação e as dimensões desses veículos. “Hoje, cada cidade tem sua lei e isso complica a vida do fabricante e do operador do caminhão. Para acertar a logística com essas disparidades é preciso planejamento e criatividade. A modularidade é que nos faz sobreviver a atual realidade e cenário logístico”, conclui.
Fonte: Guia Marítimo.