Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos se reunirão nesta terça-feira (3) para definir a suspensão da greve até o próximo dia 31, data em que termina o fim do recesso parlamentar. O pedido partiu do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, após uma reunião realizada com representantes da categoria na semana passada, quando o parlamentar se comprometeu a interceder pelos profissionais.
Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Maia prometeu interceder junto ao presidente da República, Michel Temer. A ideia é convencê-lo a cumprir do acordo salarial fechado com o governo em 2016.
Para os dirigentes da entidade, o pedido do presidente da Câmara é “razoável”. E, caso ele não cumpra o prometido, a categoria voltará a paralisar o desembaraço de cargas a partir de 1º de agosto.
Por causa do acirramento da greve, somente os serviços considerados essenciais estão sendo mantidos na Alfândega de Santos, como a liberação de medicamentos e insumos hospitalares. Também não há plantões nos fins de semana na Aduana.
Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, a possibilidade de que a greve dos auditores chegue ao fim é uma esperança para os usuários do Porto. A expectativa é de que os impactos da greve sejam minimizados.
“Acreditamos que um mês seja o suficiente para retomarmos o ritmo. Hoje, chegam três contêineres de importação para cada um de exportação. Isso prejudica a logística dos equipamentos. Isto sem contar a necessidade de inspeções e reparos”, destacou o executivo.
Com a paralisação que se arrasta há nove meses, o que se verifica no cais santista são atrasos e prejuízos a exportadores e importadores. Em média, de 80 a 100 Declarações de Importação (DI) são protocoladas por dia na Alfândega do Porto de Santos. No entanto, durante o período de greve, apenas 10 são liberadas pelos auditores fiscais.
Com isso, o número estimado de contêineres à espera de liberação é de 5 mil, atualmente. Na importação, as DI estão sendo liberados com no mínimo 12 dias de atraso, enquanto os desembarques são protocolados com atraso de sete dias.
Outra consequência da greve no complexo marítimo santista é a suspensão de algumas linhas de produção em setores industriais que trabalham com a necessidade urgente de insumos.
Fonte: A Tribuna