O Porto de Santos deverá registrar aumentos em seus índices de movimentação de cargas apenas no final do mês que vem. A avaliação é do especialista em Comércio Exterior e professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta) Helio Hallite. Segundo ele, já era esperada uma redução nas trocas comerciais neste início de ano, principalmente por conta do baixo desempenho do mercado internacional.
Para Hallite, além da situação econômica mundial, a quebra da safra agrícola e as condições de infraestrutura, que emperram a logística de transportes, são outros fatores que contribuíram para a redução na movimentação de cargas no Porto em janeiro.
O professor explica que, na safra do ano passado, houve o descumprimento de prazos de entrega de mercadorias. Isto gerou impactos que também estão sendo sentidos agora.
“Acredito que o pior desses fatores é a falta de infraestrutura para a distribuição dos produtos, principalmente em um momento em que commodities como soja podem ser produzidas em outros locais, o que acontece em Piauí. Assim, com a grande extensão brasileira, nós não sofremos com sazonalidades e sim com a forma como essa carga é transportada”, explicou Hallite.
O professor lembra que, com as projeções de aumento de área plantada nas zonas produtoras de soja e milho, os problemas no escoamento dessas cargas serão ainda maiores neste ano. Como consequência, a região que fica no entorno do Porto de Santos sofrerá com os impactos negativos.
Fonte: A Tribuna