Banner página

Notícias

Notícias

BNDES venderá até R$ 23 bi em ações ON da Petrobras; dados prévios de construtoras e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (22)

 

No radar corporativo desta quarta-feira, atenção para a Petrobras, que anunciou a oferta pública de 611,8 milhões de ações ordinárias (que pode chegar a 734 milhões) que o banco BNDES tem na empresa, que serão vendidas na B3 e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

O valor aproximado da operação é estimado em pelo menos R$ 19,5 bilhões, tomando apenas como referência o valor da ação ON da empresa na bolsa paulista no dia 20. O bookbuilding começa nesta quarta-feira. Além disso, EzTec e Tenda divulgaram prévia operacional do quarto trimestre. Confira os destaques:

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras anunciou a oferta pública de 611,8 milhões de ações ordinárias que o banco estatal BNDES possui na petrolífera, que serão vendidas na B3 e também na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O valor da venda é estimado em pelo menos R$ 19 bilhões, tomando apenas como referência o valor da ação ON da empresa na B3 no dia 20.  A operação prevê um lote adicional de 20% em relação ao montante inicial — mais 122 milhões de ações. O BNDES tem, hoje, 734,2 milhões de ações da petroleira e, se vendida toda a posição detida, pode levantar cerca de R$ 22,7 bilhões.

O pedido foi protocolado hoje na CVM e o bookbuilding começa nesta quarta-feira. O início do pedido de reserva dos papéis começa dia 29 deste mês, indo até 4 de fevereiro. As negociações das ações brasileiras começarão na B3 em 7 de fevereiro, com data de liquidação no próximo dia 10. “As ações serão ofertadas simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos”, informou a empresa, o que inclui também os ADS que serão negociados na NYSE. No Brasil, os coordenadores da oferta serão o Credit Suisse Brasil, Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI, BB-Banco de Investimentos, Citigroup, Goldman Sachs do Brasil, Banco Morgan Stanley S.A. e XP Investimentos Corretora de Câmbio S.A.

Nos Estados Unidos, as matrizes e filiais das mesmas empresas ofertarão as ações em Wall Street. O preço das ações será formado sobre a cotação das ações ordinárias (PETR4) na B3 e dos ADSs na NYSE. Na B3, pode levar como base o preço do dia 20 de janeiro do papel ON (R$ 31,98) e na NYSE o preço do ADS no dia 17 (US$ 15,16).

Em outro comunicado, emitido na noite de ontem, a Petrobras confirmou que a Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) tomou uma decisão desfavorável à petrolífera brasileira, que pedia a restituição de R$ 9 bilhões no imposto PIS e na contribuição Cofins relativos à importação nos anos de 2011 e 2012. As taxas foram cobradas sobre contratos de fretes. A Petrobras informou ao mercado que “adotará as medidas judiciais cabíveis à sua defesa”.

Ainda em destaque, o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) pela Petrobras continua mobilizando os sindicatos. Na terça, um grupo permaneceu na entrada da unidade para impedir a passagem de funcionários que trabalhariam no processo de drenagem dos produtos da fábrica, etapa necessária para garantir o desmonte definitivo da unidade.

De acordo com Gerson Castellano, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a ocupação não tem dia nem hora para acabar. O objetivo é pressionar a diretoria da Petrobras a negociar com os sindicatos o fechamento da unidade. Cerca de 1 mil trabalhadores vão ficar sem emprego por conta dessa decisão da estatal.

“Estamos recomendando a todos os trabalhadores da unidade que voltem para casa e não entrem, já que suas atividades vão colaborar para o fechamento da Fafen-PR”, disse Castellano. A Petrobras anunciou o fechamento da Fafen-PR na semana passada, após aprovação pelo conselho de administração.

Em comunicado ao mercado, a direção da companhia afirma que desde que a fábrica foi adquirida, em 2013, vem dando prejuízos recorrentes, e que, de janeiro a setembro de 2019, a perda chega a R$ 250 milhões. A FUP alega, porém, que o prejuízo decorre da política de preços adotada pela estatal, de equiparação à cotação internacional.

Segundo a FUP, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná recebeu funcionários da Fafen-PR na última segunda-feira. Mas, sem a presença de representante da estatal, o encontro não gerou resultados.

 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Itaú BBA iniciou a cobertura dos ativos da Eletrobras, com uma recomendação “outperform” (desempenho acima da média), com um preço-alvo de R$ 56,00 a ação ordinária da estatal elétrica brasileira.

Segundo o BBA, o papel da ELET3 tem “um enorme potencial de alta” se a empresa for mesmo privatizada; se não for, existe um risco “relativamente limitado” de baixa. No caso do potencial de alta se concretizar, o BBA projeta que o papel pode chegar a um pico de R$ 68,00. Se não for, a baixa prevê um preço de R$ 32,00 para a ação.

O Itaú BBA comenta que a Eletrobras contratou uma consultoria privada para identificar medidas adicionais de eficiência, por isto, mesmo que a privatização não ocorra, pode haver uma redução de custos de até R$ 500 milhões na empresa em 2021.

“Na nossa análise, projetamos uma redução de custos de R$ 300 milhões”, prevê o BBA. O banco também destaca o plano de demissão voluntária implantado pela estatal, que deve desligar 1.300 funcionários e representar outra economia de R$ 490 milhões por ano. O BBA também avalia que, com a redução das dívidas, aumenta o potencial de entrega dos dividendos aos acionistas no médio prazo.

 

Mais recomendações

O Goldman Sachs rebaixou a recomendação de três companhias brasileiras. M. Dias Branco (MDIA3) foi rebaixada de compra a neutra. Minerva (BEEF3) foi rebaixada de neutra a venda, enquanto Burger King (BKBR3) teve recomendação cortada de compra para neutra. Além do Goldman
Sachs, rede de fast-food foi, em menos de uma semana rebaixada por Bradesco BBI e JP Morgan, e iniciada como underweight pelo
Morgan Stanley.

 

IPOs

A Moura Dubeux vai oferecer até 51,2 milhões de ações ordinárias, entre R$ 17 e R$ 19 cada, em seu IPO, segundo prospecto. Itaú BBA (líder), Credit Suisse, Bradesco BBI, Caixa Econômica Federal coordenam. A precificação será em 10 de fevereiro.

 

Graziottin (CGRA4)

A varejista gaúcha Grazziotin comunicou ontem ao mercado que foi deferido um pedido de crédito tributário, no valor de R$ 23,5 milhões, junto à Secretaria da Receita Federal. Segundo a empresa informou, o crédito é decorrente de uma sentença judicial transitada em julgado.

 

EzTec (EZTC3)

A construtora paulista Eztec publicou a prévia operacional do quarto trimestre de 2019. Segundo a Eztec, suas vendas líquidas cresceram 158% em 2019 sobre 2018, para R$ 1,56 bilhão. A empresa afirma que houve uma “escalada” de lançamentos no ano passado, com expansão de 152% sobre o ano de 2018, para R$ 1,89 bilhão. Desse total de lançamentos, R$ 934 milhões foram no quarto trimestre. A empresa fixou mais uma meta ambiciosa e afirmou que pretende lançar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em imóveis em 2020. A Eztec atua na Região Metropolitana de São Paulo.

 

Tenda (TEND3)

A construtora Tenda publicou prévia operacional do quarto trimestre do ano passado e de 2019. Segundo a empresa, as vendas líquidas somaram R$ 615,9 milhões no quarto trimestre, uma expansão de 34% sobre igual período de 2018. Outro dado mostrado pela empresa foi uma expansão de 34,6% nos lançamentos no ano passado sobre 2018, o que representou um valor de R$ 2,58 bilhões.

A Tenda tem seu foco nos segmentos habitacionais populares, como no programa Minha Casa, Minha Vida – do governo federal. A construtora informou que a aquisição de terrenos somou R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre de 2019, o que garante espaço para novas obras pelos próximos três anos.

 

IRB (IRBR3) e Iguatemi (IGTA3)

A Iguatemi assumiu a participação que o IRB Brasil tinha no Praia de Belas Shopping Centers, de Porto Alegre (RS), e Shopping Center Esplanada, de Sorocaba (SP).

 

Taurus (TASA3TASA4)

A Taurus Armas, fabricante brasileira, anunciou ontem que aumentará seu capital social para R$ 520,2 milhões, com a emissão de 3,6 mil novas ações preferenciais, no valor de R$ 18,4 mil. Segundo a empresa, o objetivo do aumento de capital é abater o endividamento da empresa, meta que é perseguida desde 2018.

 

Fonte: InfoMoney