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Bovespa opera em alta após acumular avanço de quase 7% em janeiro

Principal índice da bolsa registrou avanço de 6,98% no mês de janeiro.

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta terça-feira (1), após ter acumulando avanço de quase 7% em janeiro..

Às 10h23, o Ibovespa subia 0,37%, aos 112.561 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,21%, aos 112.144 pontos, acumulando avanço de 6,98% no mês de janeiro, o maior para um mês desde dezembro de 2020, quando marcou ganhos de 9,3%.

Cenário

Os futuros acionários dos Estados Unidos recuavam nesta terça-feira antes de dados sobre a atividade industrial e abertura de empregos no país, com expectativa para a divulgação dos resultados corporativos.

Na agenda de indicadores do dia, a FGV mostrou que confiança empresarial caiu em janeiro para o menor nível desde abril de 2021.

No radar da semana está a volta dos trabalhos no Congresso Nacional, o início da temporada de divulgação de balanços do quarto trimestre e, principalmente, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anuncia na quarta-feira a nova taxa básica de juros. A expectativa do mercado financeiro, é de que a Selic avance dos atuais 9,25% para 10,75% ao ano, voltando a superar os dois dígitos após 4 anos e meio.

Segundo o último boletim Focus do BC, a expectativa do mercado é de que a taxa básica de juros da economia encerrará 2022 em 11,75% ao ano, o que pressupõe novas elevações.

Juros mais altos no Brasil são amplamente vistos como positivos para o real, uma vez que elevam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico e tendem a ser um ponto a favor do fluxo de capital estrangeiro ao país.

Analistas também têm atribuído o maior apetite do investidor estrangeiro por ativos de países emergentes ao movimento movimento de saída de recursos dos Estados Unidos, motivada pela postura mais dura do Federal Reserve (Fed) no combate à inflação.

“Enquanto os temores de elevação de juros agitam os EUA, em especial após o sinal considerado mais duro pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) em sua última reunião, a expectativa era de que mercados como o brasileiro sofressem por conta da menor preferência do investidor global… Porém, o que se vê neste momento é um movimento mais próximo da busca do Brasil como uma opção barata e de bom rendimento”, escreveu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Fonte: G1 Economia