O Brasil pode ser reconhecido como país produtor e exportador de cacau fino ou de aroma pelo Conselho da Organização Internacional do Cacau (ICCO, sigla em inglês), com sede em Abidjã, na Costa do Marfim. O reconhecimento poderá sair até setembro, de acordo com o técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lotado na Superintendência Regional do Pará e Amazonas (Supam), Fernando Mendes, que participou de reunião no país africano realizada entre os dias 12 e 13 deste mês.
Se o resultado for positivo, será a primeira vez que as amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil serão reconhecidas internacionalmente como fino ou de aroma pela ICCO, passando a figurar no seleto grupo de países certificados por esse organismo internacional.
Esse reconhecimento dever agregar valor ao produto comercializado no exterior, observa o diretor da Ceplac, Guilherme Galvão. “O reconhecimento internacional da qualidade das amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil representa um nicho de mercado mundial com potencial para alavancar a produção de qualidade. Além da qualidade superior à do cacau comum (commodity), as amêndoas de cacau fino ou de aroma possuem valor superior no mercado”.
Fonte: Coordenação-geral de Comunicação Social do Mapa